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CCJ do Senado aprova PEC que criminaliza porte de drogas em qualquer quantidade

Aprovação da proposta ocorreu de forma simbólica, por 23 votos a 4; texto estabelece como crime a posse e o transporte de qualquer substância entorpecente, mesmo que seja para consumo próprio

CCJ do Senado aprova PEC que criminaliza porte de drogas em qualquer quantidade
CCJ do Senado aprova PEC que criminaliza porte de drogas em qualquer quantidade (Foto: Reprodução)

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da criminalização do porte e posse de drogas foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A iniciativa surge em meio ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que discute a possibilidade de descriminalização da maconha para uso pessoal. O texto, apresentado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, estabelece como crime a posse e o transporte de qualquer substância entorpecente, mesmo que seja para consumo próprio. A aprovação da PEC na CCJ ocorreu de forma simbólica, por 23 votos a 4, e agora segue para apreciação no plenário do Senado. Um dos principais argumentos em favor da proposta é o receio de que a decisão do Supremo possa incentivar o tráfico de drogas em pequenas quantidades. O texto prevê a aplicação de penas alternativas à prisão e o oferecimento de tratamento para dependentes químicos.


O relator da proposta no Senado, Efraim Filho (União Brasil-PB), argumentou durante a sessão desta quarta-feira que o debate sobre a criminalização ou descriminalização das drogas deve ser conduzido no Congresso Nacional, e não no Supremo Tribunal Federal. “O local apropriado para discutir questões desse tipo, que podem ou não levar à descriminalização das drogas no Brasil, é o Parlamento”, afirmou. Efraim destacou que “é inegável que a liberação das drogas resulta em um aumento do consumo, o que por sua vez leva a um aumento na dependência química”.

As críticas à proposta foram principalmente dos senadores do PT e de alguns membros da base governista. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) argumentou que a PEC “não aborda o problema” do tráfico de drogas. Segundo o senador, que foi delegado por quase 30 anos, “não traz absolutamente nada de novo”. “Se estivéssemos genuinamente preocupados em distinguir o traficante, que condeno e deve ser punido, do usuário de substâncias entorpecentes, tudo bem. Mas é importante que a população entenda que estamos estabelecendo na Constituição que o porte de substâncias entorpecentes para uso pessoal é crime. Não estamos resolvendo o problema”, afirmou. Além de Contarato, votaram contra a PEC os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Marcelo Castro (MDB-PI).


  • Por da Redação
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  • 13/03/2024 15h02 - Atualizado em 13/03/2024 15h18