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Governo taxa o agronegócio com medida provisória

MP 1227 restringe créditos tributários e aumenta custo no setor; o agronegócio considera a medida desastrosa

Governo taxa o agronegócio com medida provisória
Governo taxa o agronegócio com medida provisória (Foto: Reprodução)

    O governo Lula publicou nesta semana a Medida Provisória 1227 que restringe o uso de crédito tributário de PIS/COFINS para o abatimento de outros impostos e que também acaba com o ressarcimento do crédito presumido. Na prática, a MP impôs uma taxação indireta das exportações ao restringir o uso dos benefícios fiscais. O agronegócio considerou a medida desastrosa e citou o caráter inconstitucional e confiscatório. A Associação Brasileira do Agronegócio disse que as medidas violam frontalmente a imunidade das exportações. Na mesma linha, a Abiove disse que a MP prejudica as operações de exportações, já que os créditos tributários sobre insumos e serviços não poderão ser compensados.


    O governo Lula publicou nesta semana a Medida Provisória 1227 que restringe o uso de crédito tributário de PIS/COFINS para o abatimento de outros impostos e que também acaba com o ressarcimento do crédito presumido. Na prática, a MP impôs uma taxação indireta das exportações ao restringir o uso dos benefícios fiscais. O agronegócio considerou a medida desastrosa e citou o caráter inconstitucional e confiscatório. A Associação Brasileira do Agronegócio disse que as medidas violam frontalmente a imunidade das exportações. Na mesma linha, a Abiove disse que a MP prejudica as operações de exportações, já que os créditos tributários sobre insumos e serviços não poderão ser compensados.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária também em nota destacou o impacto no fluxo de caixa dos contribuintes, aumento do custo tributário e encarecimento do produto ao consumidor final, ferimento do princípio constitucional do direito ao crédito aos exportadores. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal e das Indústrias Exportadoras de Carnes destacam o fator inflacionário que o aumento de custo de produção trará para o custo final dos alimentos.

    Todas as entidades apelam para que o Congresso Nacional rejeite o texto apresentado pelo governo. O Cecafé lembra ainda que em 2024, o Estado bateu recorde de arrecadação e reforça que o ‘ajuste fiscal’ não há de ser feito com mais aumento de tributos, mas com a melhor gestão das receitas. Os brasileiros, não só do agro, têm agora um enorme desafio pela frente para gerir o aumento de custos com impostos e a insegurança quanto a regras tributárias que mudam assim de repente. Não está fácil lidar com um governo gastador que quer arrecadar e arrecadar mais.



    • Por Kellen Severo
    •  
    • 07/06/2024 10h00