Quem usa vape tem até seis vezes mais nicotina no corpo do que fumantes de cigarro comum
Consumo pode aumentar o risco de doenças cardíacas e distúrbios pulmonares; proposta de regulamentação tramita no Senado, mas votação na Comissão de Assuntos Econômicos foi adiada nesta semana
14/06/2024 22:16
Quem usa vape tem até seis vezes mais nicotina no corpo do que fumantes de cigarro comum (Foto: Reprodução)
Uma pesquisa conduzida pela Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com o Instituto do Coração (Incor) e o Laboratório de Toxicologia da FMUSP, aponta que o consumo de cigarro eletrônico provoca níveis de intoxicação no organismo superiores aos do cigarro convencional. O estudo inicial, realizado com base nos dados de 200 fumantes dos chamados vapes, revelou que os níveis de nicotina presentes nesses usuários são de três a seis vezes maiores em comparação aos fumantes de cigarros tradicionais. Essa informação foi apresentada por Elaine Cristine D’Amico, responsável pela equipe de coleta da Vigilância Sanitária Estadual, e por Marcelo Filonzi dos Santos, do Laboratório de Toxicologia da FMUSP.
A médica cardiologista Jaqueline Scholz, diretora do Núcleo de Tabagismo do Incor e coordenadora da pesquisa, destacou que a intoxicação por nicotina em usuários de cigarros eletrônicos é alarmante. “O estudo indica que a intoxicação por nicotina em quem usa o cigarro eletrônico é tão alta quanto, ou até pior, que nos usuários de cigarro tradicional. Também foi notada uma falta de conhecimento entre os mais jovens sobre os riscos de dependência, regras de uso e consumo em ambientes fechados, conforme a Lei Antifumo”, explicou.
A médica cardiologista Jaqueline Scholz, diretora do Núcleo de Tabagismo do Incor e coordenadora da pesquisa, destacou que a intoxicação por nicotina em usuários de cigarros eletrônicos é alarmante. “O estudo indica que a intoxicação por nicotina em quem usa o cigarro eletrônico é tão alta quanto, ou até pior, que nos usuários de cigarro tradicional. Também foi notada uma falta de conhecimento entre os mais jovens sobre os riscos de dependência, regras de uso e consumo em ambientes fechados, conforme a Lei Antifumo”, explicou.