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Projeto de lei no Senado amplia prazo para vítimas de assédio no trabalho

Proposta eleva para cinco anos o prazo atual de três anos do Código Civil para solicitação de reparação

Projeto de lei no Senado amplia prazo para vítimas de assédio no trabalho
Projeto de lei no Senado amplia prazo para vítimas de assédio no trabalho (Foto: Reprodução)

Avançou no Senado um projeto de lei que estende para cinco anos o prazo para vítimas de assédio no trabalho pedirem reparação. A proposta passou na Comissão de Assuntos Sociais e agora será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto de lei é de autoria da senadora Ana Paula Loubat (PDT-MA). De acordo com a relatora Jusara Lima (PSD-PI), a proposta busca um tempo maior de reparação para as vítimas de assédio e facilita o acesso da pessoa à justiça. O projeto visa facilitar o acesso da vítima de assédio sexual à justiça ao ampliar o prazo prescricional e fixar como início desse prazo o término da relação empregatícia. Dessa forma, reduzem-se as possibilidades de que os assediadores consigam escapar de seus atos, tornando mais efetiva a atuação dos trabalhadores. Trata-se de uma medida de abordagem mais ampla de combate ao assédio sexual, para, em última instância, dar voz e capacidade de ação às pessoas vitimizadas. A proposta altera o Código Civil, onde o prazo atual para solicitação de reparação é de três anos. Com a medida, as vítimas poderão buscar a reparação legal em até cinco anos.


A relatora Jusara Lima sugeriu ainda que trabalhadores que sofreram assédio moral tenham o mesmo tempo para buscar a justiça que as vítimas de violência sexual. A senadora relembrou como o cenário de assédio é construído em uma empresa, destacando que o assediador usa de seu poder para escamotear ou disfarçar a ocorrência da relação. Outra característica é que o empregado frequentemente se vê tolhido em sua capacidade de denunciar o ocorrido. Segundo levantamento do Tribunal Superior do Trabalho, a Justiça Trabalhista recebe em média mais de seis ações por mês relacionadas a assédio moral, enquanto os casos de assédio sexual somam mais de 4.000 processos por ano, com 378 ações trabalhistas por mês. Em ambos os casos, as pessoas têm medo e não sabem como denunciar essas práticas abusivas no ambiente profissional. Agora, o projeto de lei segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A expectativa é que, com a aprovação da medida, as vítimas de assédio no trabalho tenham mais tempo e segurança para buscar a reparação devida, contribuindo para um ambiente de trabalho mais justo e seguro para todos.

Publicado por Heverton Nascimento

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2024 09h49 - Atualizado em 15/07/2024 09h49