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Entidades médicas pedem liberação do fenol no Brasil

Venda do produto foi suspensa após morte de paciente de 27 anos em São Paulo

Entidades médicas pedem liberação do fenol no Brasil
Entidades médicas pedem liberação do fenol no Brasil (Foto: Reprodução)

Entidades médicas solicitaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a revogação da resolução que proíbe a venda e o uso de produtos à base de fenol no Brasil. O Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica argumentam que a medida pode agravar quadros clínicos em pouco tempo. A Anvisa restringiu a comercialização do fenol em 25 de junho, após a morte de Henrique Chagas, de 27 anos, que faleceu em 3 de junho após realizar um peeling com o produto em uma clínica na zona sul de São Paulo. A responsável pelo procedimento, Natália Becker, não tinha formação em medicina. As entidades médicas defendem que o uso do fenol é seguro e eficaz em diversas intervenções médicas, como tratamentos de tumores ósseos, metástases ósseas, hemorroidas internas, controle de sangramentos e manejo de dores crônicas não malignas refratárias.


Elas sugerem que a compra e o uso do fenol sejam restritos a profissionais formados em medicina. Em coletiva de imprensa, o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, afirmou que as tratativas com a Anvisa têm sido produtivas e que aguardam uma resposta positiva da agência, após o envio de documentos e estudos sobre o uso do fenol em várias especialidades médicas. O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Heitor Gonçalves, destacou que a suspensão do fenol impede o exercício médico e priva os pacientes de uma modalidade terapêutica importante. Ele ressaltou que a proibição afeta principalmente dermatologistas e cirurgiões plásticos, mas também outras especialidades que utilizam o fenol há décadas. Gonçalves explicou que, sem o produto, alguns casos se tornam cirúrgicos, já que o ácido é a primeira escolha para determinados tratamentos.

Publicado por Luisa Cardoso

  • Por Jovem Pan
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  • 23/07/2024 08h02