cover
Tocando Agora:


Maduro diz que Edmundo González e María Corina deveriam ‘estar atrás das grades’

Pedido para a prisão dos dois antichavistas foi feita pelo presidente do Parlamento Venezuelano, Jorge Rodríguez, que os acusou de serem responsáveis por uma ‘conspiração fascista’ contra as eleições

Maduro diz que Edmundo González e María Corina deveriam ‘estar atrás das grades’
Maduro diz que Edmundo González e María Corina deveriam ‘estar atrás das grades’ (Foto: Reprodução)

O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, disse nesta quarta-feira (31) que o candidato presidencial opositor Edmundo González Urrutia e sua principal apoiadora, María Corina Machado, deveriam estar “atrás das grades” por causa de supostas ações “criminosas” nos últimos dias, quando houve vários protestos no país contra o resultado oficial das eleições do último domingo (28). “Se você perguntar minha opinião como cidadão, eu lhe digo que essas pessoas têm que estar atrás das grades, e tem que haver justiça na Venezuela”, declarou o presidente em entrevista coletiva. Nicolás Maduro, que foi proclamado vencedor das eleições pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) sem o total de votos apurados, chamou Urrutia de “covarde” e Machado de “criminosa fascista de extrema-direita”. “Eles deveriam, em vez de se esconder, comparecer ao Ministério Público e mostrar seus rostos, em vez de fugir como covardes e continuar a convocar a insurreição de seus grupos criminosos”, acrescentou Maduro.


O pedido para a prisão dos dois antichavistas foi feita pelo presidente do Parlamento, o governista Jorge Rodríguez, que os acusou de serem responsáveis por uma “conspiração fascista” contra as eleições. O resultado eleitoral tem sido colocado em dúvida por diversos países e organizações internacionais. O Centro Carter declarou na terça-feira (30), por exemplo, que não pôde verificar os resultados das eleições na Venezuela, nas quais o presidente Nicolás Maduro foi declarado vencedor pela autoridade eleitoral. O centro apontou para uma “ausência de transparência” no processo de divulgação dos resultados. A eleição “não obedeceu aos parâmetros e padrões internacionais de integridade eleitoral e não pode ser considerada democrática”, afirmou a organização sediada em Atlanta (EUA).

*Com informações da EFE

Publicado por Marcelo Bamonte

  • Por Jovem Pan
  •  
  • 01/08/2024 08h03