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Na volta do STF aos trabalhos, Barroso rebate críticas sobre viagens de ministros

‘Todo mundo sabe as razões que nós damos para cada decisão’, disse o presidente da Corte em seu discurso após o fim do recesso do Judiciário

Na volta do STF aos trabalhos, Barroso rebate críticas sobre viagens de ministros
Na volta do STF aos trabalhos, Barroso rebate críticas sobre viagens de ministros (Foto: Reprodução)

STF (Supremo Tribunal Federal) voltou ao trabalho com decisões importantes já no primeiro dia após o recesso. Na retomada das sessões, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, rebateu críticas feitas aos ministros do Judiciário por viagens ao exterior. Em seu discurso de abertura da sessão, mencionou as críticas sobre a participação dos magistrados em eventos dentro e fora do país. Segundo ele, as críticas são infundadas e os gastos com seguranças se justificam devido a ameaças recebidas pelos ministros. Barroso afirmou que há uma obsessão negativa sobre o tribunal e destacou a transparência do Supremo. Ele ressaltou que todas as deliberações são feitas publicamente e que o portal de transparência do STF disponibiliza todas as despesas realizadas. “Todo mundo sabe as razões que nós damos para cada decisão. Nenhuma decisão aqui é tomada numa sala fora da vista de qualquer pessoa”, disse o presidente da Corte.


Na primeira sessão após o recesso, foi analisada uma ação do Partido Novo contra a emenda constitucional que, em 2022, criou um estado de emergência devido aos altos preços do petróleo. Por 8 votos a 2, os ministros declararam inconstitucionais os artigos da emenda que permitiram o estado de emergência e o governo turbinar os programas sociais. Outra decisão importante foi tomada no Supremo nesse primeiro dia após o recesso. O Estado de Minas Gerais ganhou mais uma vez um novo prazo para o pagamento da dívida com a União, que soma R$ 165 bilhões. O prazo, que venceria nesta quinta-feira (1º), foi prorrogado para o dia 28 de agosto por decisão do ministro Nunes Marques, atendendo a um pedido do governo de Romeu Zema. Esta é a quinta vez que o pagamento é adiado.



*Com informações da repórter Janaina Camelo



  • Por Jovem Pan
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  • 02/08/2024 09h01