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Ministro israelense pede ‘evacuação temporária’ de palestinos na Cisjordânia

A região ocupada vive a maior espiral de violência das últimas duas décadas e, até agora, em 2024, mais de 310 palestinos foram mortos por fogo israelense

Ministro israelense pede ‘evacuação temporária’ de palestinos na Cisjordânia
Ministro israelense pede ‘evacuação temporária’ de palestinos na Cisjordânia (Foto: Reprodução)

O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, defendeu nesta quarta-feira (28) a “evacuação temporária” da população palestina da Cisjordânia como medida para combater a presença de grupos armados no território ocupado. “O Irã está trabalhando para estabelecer uma frente terrorista oriental contra Israel na Cisjordânia, nos moldes de Gaza e do Líbano, financiando e armando terroristas e contrabandeando armas avançadas da Jordânia”, escreveu hoje Katz na rede social X. “Devemos enfrentar a ameaça da mesma forma que abordamos a infraestrutura terrorista em Gaza, incluindo a evacuação temporária dos residentes palestinos e quaisquer medidas necessárias. Esta é uma guerra para todos e devemos vencê-la”, acrescentou.

Izzat al Rishq, membro do gabinete político do grupo islâmico Hamas, criticou as palavras do ministro, as quais descreveu como um “apelo fascista para expandir o círculo de destruição, genocídio e limpeza étnica contra os cidadãos palestinos”. Em um comunicado, o alto responsável islâmico lamentou que a mensagem de Katz demonstra a impunidade com que Israel e seus líderes operam, e pediu à comunidade e às organizações internacionais que tomem medidas para julgá-los perante o Tribunal Penal Internacional.


Enquanto isso, prosseguem as incursões militares israelenses na Cisjordânia, nos campos de refugiados de Jenin e Tulkarem, entre outros pontos do norte, nas quais pelo menos nove palestinos já morreram somente hoje, segundo informou o Crescente Vermelho. Por volta da meia-noite, as forças especiais israelitas atacaram as províncias de Tulkarem, Jenin e Tubas com veículos militares, drones, franco-atiradores e escavadoras, bloqueando o acesso das suas ambulâncias e a sua chegada aos hospitais.

A Cisjordânia ocupada vive a maior espiral de violência das últimas duas décadas e, até agora, em 2024, mais de 310 palestinos foram mortos por fogo israelense, a maioria deles milicianos, mas também civis, incluindo 50 menores de idade, baseada em dados do Ministério da Saúde palestino. O Exército israelense intensificou as suas já frequentes incursões na Cisjordânia após o ataque do Hamas em 7 de outubro e, desde então, cerca de 650 palestinos morreram em incidentes violentos com tropas e outra uma dúzia com colonos, incluindo pelo menos 147 menores. Do lado israelense, neste ano já morreram 22 pessoas (11 militares e 11 civis, pelo menos seis deles colonos), a maioria delas em ataques perpetrados por palestinos, tais como tiroteios ou esfaqueamentos.

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*Com informações da EFE

  • Por Jovem Pan
  •  
  • 28/08/2024 09h29