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Biden diz que Trump deveria ser preso ‘politicamente’

Casa Branca estava evitando mencionar os problemas legais do candidato republicano, que enfrenta uma longa lista de acusações e uma condenação criminal

Biden diz que Trump deveria ser preso ‘politicamente’
Biden diz que Trump deveria ser preso ‘politicamente’ (Foto: Reprodução)

Donald Trump e Kamala Harris disputaram o voto dos eleitores latinos nesta terça-feira (22), quando uma frase inesperada saiu da boca do presidente Joe Biden, a duas semanas das eleições presidenciais. “Temos que prendê-lo”, disse Biden sobre seu antecessor e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, arrancando aplausos da plateia reunida em um centro de campanha em New Hampshire. “Prendê-lo politicamente”, apressou-se Biden a esclarecer. A Casa Branca vinha evitando mencionar os problemas legais de Trump, que enfrenta uma longa lista de acusações e uma condenação criminal. O republicano insiste em que as acusações são um ataque político. Quando Trump enfrentou Hillary Clinton nas eleições de 2016, pediu que a adversária democrata fosse investigada e presa. Ele venceu e ela não foi acusada de nenhum crime. A equipe de campanha de Trump arremeteu contra o democrata: “Joe Biden acaba de reconhecer a verdade: o plano dele e de Kamala, desde o começo, era perseguir politicamente seu adversário, o presidente Trump, porque não podem vencê-lo de forma justa e honesta”, disse Karoline Leavitt, porta-voz nacional da campanha.



Em vários comícios de Kamala, a plateia gritou para que Trump fosse preso, mas a candidata respondeu: “Esperem. Os tribunais vão cuidar disso. Vamos cuidar de novembro, certo?”. Trump e a vice-presidente Kamala Harris estão tecnicamente empatados nas pesquisas e tentam atrair os eleitores indecisos, os negros e os latinos para somar votos. “Parte da agenda que apresentei e que estou muito consciente de como afetaria os homens latinos, por exemplo, inclui o que devemos fazer para construir uma economia forte que apoie os trabalhadores”, disse Kamala em entrevista à Telemundo, segundo trechos divulgados pela emissora. Estima-se que 17,5 milhões de latinos votarão nessas eleições, um contigente que pode fazer a diferença, especialmente nos sete estados-pêndulo, assim chamados porque não se inclinam para nenhum dos partidos, mas escolhem com base no candidato.

O grupo de latinos rendeu um culto a Trump como se ele fosse um messias. Todos de pé, de olhos fechados, alguns com o braço levantado apontando para Trump, ou uma mão sobre o ombro do ex-presidente, recitaram duas orações pedindo a Deus que guie seus passos.”Nós o ungimos para que seja o próximo 47º presidente dos Estados Unidos, para restaurar os valores bíblicos”, disseram sobre Trump, que permaneceu sentado. Os democratas criticam a aptidão mental e física de Trump, mas os comícios do republicano se enchem de apoiadores incondicionais, convencidos de que ele é vítima de perseguição política. Não está claro se sua promessa de deportar em massa os imigrantes em situação irregular vai influenciar a votação.

‘Virar a página’
Independentemente do resultado eleitoral, os americanos farão história em 5 de novembro, elegendo uma mulher para o cargo ou o primeiro presidente com uma condenação criminal. Em entrevista à rede NBC, Kamala respondeu “absolutamente” ao ser questionada se os Estados Unidos estão preparados para eleger a primeira presidente mulher. O que “realmente importa para a maioria é se conseguimos fazer o trabalho”, ressaltou. O importante “não é apenas virar a página, mas fechar a página e o capítulo de uma era que sugere que os americanos estão divididos”, acrescentou a democrata.
Kamala evitou responder diretamente se teme que Trump declare vitória antes do encerramento da apuração. “Lidaremos com a noite das eleições e os dias posteriores. Temos os recursos e a experiência.” Trump ainda se nega a aceitar sua derrota nas eleições de 2020, o que gera o temor de que ele conteste o resultado se perder.

‘Votem!’
“Vamos ver o que acontece. Da última vez ocorreram coisas muito ruins, mas desta vez não temos covid-19, e será muito mais difícil para eles fazerem coisas ruins”, disse Trump na mesa-redonda. À noite, em comício na Carolina do Norte, o republicano acusou Kamala de ser “estúpida” e preguiçosa, preferindo “dormir” a fazer campanha. Também atacou o ex-presidente Barack Obama, que apoia a campanha democrata, dizendo que ele divide as pessoas. Obama participou de um comício no Michigan, onde foi apresentado pelo rapper Eminem, a celebridade mais recente a se unir a Kamala. “Não vaiem, votem!”, pediu o ex-presidente. Mais de 20 milhões de americanos já votaram por correio ou pessoalmente, em eleições cujo nível de participação pode ser o fator decisivo para se conseguir as chaves da Casa Branca.


Publicado por Luisa Cardoso


*Com informações da AFP


Por Jovem Pan 23/10/2024 07h34