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Brasil cai para terceiro lugar no ranking de juros reais mesmo após decisão do Copom

Turquia lidera o ranking com um aumento de 5% para mais de 15%, enquanto a Rússia, em segundo lugar, teve uma variação de 9,9% para 12%; Argentina está em último lugar

Brasil cai para terceiro lugar no ranking de juros reais mesmo após decisão do Copom
Brasil cai para terceiro lugar no ranking de juros reais mesmo após decisão do Copom (Foto: Reprodução)

O Brasil caiu para a terceira posição no ranking mundial de juros reais, mesmo após a decisão do Banco Central de aumentar a taxa Selic para 11,25%. Este levantamento, realizado pela MoneYou, coloca o país atrás da Turquia e da Rússia. Os juros reais são calculados subtraindo a inflação prevista para os próximos 12 meses da taxa de juros. No Brasil, esses juros subiram de 7,33% para 8,08%. A Turquia lidera o ranking com um aumento de juros reais de 5% para mais de 15%, enquanto a Rússia, em segundo lugar, teve uma variação de 9,9% para 12%. A Argentina, enfrentando uma inflação elevada, aparece na última posição com juros reais negativos de -33,66%.



Quando considerados apenas os juros nominais, sem descontar a inflação, o Brasil ocupa a quarta posição. A Turquia lidera com 50%, seguida pela Argentina, com 35%, a Rússia, com 21% e, finalmente, o Brasil, com 11,25%. A decisão do Banco Central de aumentar a taxa de juros não surpreendeu economistas, que já esperavam essa medida devido à pressão inflacionária, intensificada pela recente alta do dólar. O comércio e a indústria, que dependem de financiamento, expressaram preocupações sobre a dificuldade de compatibilizar a inflação com a taxa de juros.

O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia preparado o mercado para essa sequência de aumentos na taxa de juros. A expectativa agora é sobre como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reagirá a essas medidas. Com Galípolo como porta-voz do Banco Central, espera-se que a relação entre a presidência e a instituição se torne mais harmoniosa, evitando críticas que marcaram o início da relação entre Lula e o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto.


*Com informações de Anthony Wells


*Reportagem produzida com auxílio de IA


Por Jovem Panm 07/11/2024 10h49 - Atualizado em 07/11/2024 10h53