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Bancada evangélica quer instalação de comissão especial sobre PEC do Aborto ainda em 2024

Aprovada na CCJ com 35 votos a favor e 15 contra, proposta visa proibir o procedimento no Brasil em todos os casos, mesmo naqueles atualmente permitidos por lei, como em situações de estupr

Bancada evangélica quer instalação de comissão especial sobre PEC do Aborto ainda em 2024
Bancada evangélica quer instalação de comissão especial sobre PEC do Aborto ainda em 2024 (Foto: Reprodução)

A bancada evangélica da Câmara dos Deputados está intensificando esforços para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Aborto seja analisada ainda este ano. Liderados pelo deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), os parlamentares pretendem pressionar o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), a instalar uma comissão especial para discutir a proposta. A PEC, que foi aprovada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com 35 votos a favor e 15 contra, visa proibir o aborto no Brasil, mesmo nos casos atualmente permitidos por lei, como em situações de estupro.



A proposta, originalmente apresentada em 2012 pelo ex-deputado Eduardo Cunha, aguarda agora a formação de uma comissão especial para ser debatida em cerca de 40 sessões antes de seguir para votação no plenário da Câmara e, posteriormente, no Senado. A aprovação da PEC na CCJ gerou divisões significativas entre parlamentares e a sociedade civil. A deputada Caroline de Toni, presidente da CCJ, manifestou seu desejo de ver a proposta avançar durante sua gestão, que está prestes a terminar. No entanto, a expectativa é que a PEC se torne um desafio para o próximo presidente da Câmara, já que Arthur Lira deixará o cargo em fevereiro de 2025.

A pauta não é considerada prioritária na Câmara, e há especulações de que o sucessor de Lira, possivelmente Hugo Motta (Republicanos-PB), terá que lidar com a questão. Especialistas acreditam que, mesmo que a PEC avance, ela enfrentará resistência no STF (Supremo Tribunal Federal), por ser vista como um retrocesso em relação à legislação vigente.
Futuro político de Arthur Lira

Além das discussões sobre a PEC do aborto, há rumores sobre o futuro político de Arthur Lira após deixar a presidência da Câmara. Especula-se que ele possa assumir uma posição importante, como a presidência da CCJ ou da Comissão de Orçamento, ou até mesmo integrar a equipe ministerial do presidente Lula. No entanto, Lira parece mais interessado em manter sua influência no Congresso, especialmente após o exemplo de seu antecessor, Rodrigo Maia, que perdeu poder rapidamente após deixar o cargo.


*Com informações de Marília Ribeiro


*Reportagem produzida com auxílio de IA


Por Jovem Pan 30/11/2024 08h01