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Ministério Público dá cinco dias para Prefeitura de SP explicar afastamento de diretores de escolas municipais

De acordo com a gestão Nunes, medida faz parte de um plano de ‘requalificação intensiva’ previsto no Programa Juntos pela Aprendizagem, e foi tomada após resultados insatisfatórios nos exames de avaliação do ensino

Ministério Público dá cinco dias para Prefeitura de SP explicar afastamento de diretores de escolas municipais
Ministério Público dá cinco dias para Prefeitura de SP explicar afastamento de diretores de escolas municipais (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou na última terça-feira (27) esclarecimentos à prefeitura sobre o afastamento de 25 diretores de escolas municipais. Esta decisão foi tomada após os resultados insatisfatórios nos exames de avaliação do ensino, com a gestão municipal justificando a medida com base em critérios como as notas do IDEB de 2023. Os diretores afastados não perderão suas remunerações e passarão por um processo de requalificação, enquanto novos gestores serão designados para apoiar as escolas durante esse período, que deve durar até dezembro. A intenção da prefeitura é clara: melhorar as práticas e a estrutura das escolas municipais.


A solicitação do Ministério Público veio na esteira de questionamentos levantados por vereadores e deputados do PSOL, que expressaram dúvidas sobre o afastamento compulsório dos diretores. O órgão pediu esclarecimentos detalhados sobre os fundamentos da decisão, o período de afastamento, a possibilidade de defesa dos diretores e a substituição dos profissionais. A requalificação faz parte do programa “Juntos pela Aprendizagem” e está programada para começar em 2 de junho, segundo a Secretaria Municipal de Educação. O curso, que inclui vivências em outras unidades educacionais, não tem uma data específica para terminar, mas a previsão é que dure até dezembro.

A medida de requalificação não é exclusiva da prefeitura. A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo também adotou uma abordagem semelhante, afastando seis diretores desde 2024 com base em avaliações de desempenho. Os critérios para o afastamento incluem a frequência dos estudantes, participação em provas e desempenho em índices como SARESP e SAEB. No entanto, essa ação tem sido alvo de críticas por parte dos sindicatos de professores, tanto no âmbito estadual quanto municipal, que associam os afastamentos à greve dos professores na capital paulista.


Por Jovem Pan 28/05/2025 09h46 - Atualizado em 28/05/2025 09h46