Seis milhões de burros são sacrificados para fazer suplemento alimentar na China
De acordo com a The Donkey Sanctuary, organização sediada no Reino Unido, abate em massa se deve ao aumento da produção de ‘ejiao’, produto feito com colágeno extraído da pele dos animais
26/06/2025 14:49
Quase seis milhões de burros são sacrificados anualmente para uso medicinal na China, com graves consequências para as comunidades africanas que dependem desses animais, informou nesta quinta-feira (26) a The Donkey Sanctuary, organização sediada no Reino Unido. Isso se deve ao aumento da produção de ‘ejiao’, comercializado como suplemento alimentar que utiliza colágeno extraído da pele destes animais. Segundo a empresa de pesquisa chinesa Qianzhan, trata-se de uma indústria de US$ 6,8 bilhões (R$ 37,68 bilhões).

Esta população caiu de 11 milhões em 1992 para 1,5 milhão em 2023 na China, que recorre ao continente africano a para atender à sua demanda. Diante do declínio de exemplares, a União Africana impôs no ano passado uma moratória de 15 anos para o abate de burros. A instituição britânica observou que “a indústria de ‘ejiao’ alimenta um enorme comércio mundial de peles de burro, em grande parte ilegal”. E indicou que aproximadamente 5,9 milhões de burros foram abatidos em todo o mundo no ano passado.

*Com informações da AFP
Por Jovem Pan 26/06/2025 14h01
