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Ministro de Lula diz que derrubada do decreto do IOF derrota do país

Em visita à Favela do Moinho, Márcio Macêdo criticou PDL revogatório da medida e defendeu continuidade do diálogo com Congresso Nacional e a sociedade para ‘restabelecer processo de construção de justiça’

Ministro de Lula diz que derrubada do decreto do IOF derrota do país
Ministro de Lula diz que derrubada do decreto do IOF derrota do país (Foto: Reprodução)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, declarou nesta quinta-feira (26) que a decisão do Congresso Nacional de revogar o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) representa uma derrota para o país, e não para o governo. Ele mencionou que a administração está considerando a possibilidade de levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que o diálogo com o Legislativo continuará sendo uma prioridade.



Macêdo argumentou que o aumento do IOF tinha como objetivo promover uma maior justiça tributária, afetando apenas uma pequena fração da população, cerca de 0,8%. Ele ressaltou a necessidade de um diálogo constante entre o governo e o Congresso, enfatizando que a atual gestão deve reafirmar suas funções e responsabilidades.

“Eu não vejo isso como uma derrota do governo. Eu vejo como uma derrota do país e da justiça tributária. Eu acho que foi um erro esse processo, porque o IOF, como estava colocado, iria atingir 0,8% da população para fazer justiça tributária. Quem tem mais, pode pagar um pouco mais. No nosso país só paga imposto quem é assalariado. Eu espero que isso seja revisto, rediscutido e que possa encaminhar essa saída de forma politicamente acordada e que possa ter esse debate como tem que ter no Congresso e na sociedade e que se possa restabelecer esse processo de construção de justiça”, disse o ministro.

Em um evento recente, o ministro participou da assinatura de um acordo entre o governo federal e o estadual, que visa oferecer alternativas para os moradores da Favela do Moinho, que estão enfrentando a remoção devido a um projeto de requalificação da área. O acordo estipula que cada família receberá até R$ 250 mil para a aquisição de uma nova casa, com a contribuição do governo federal sendo de R$ 180 mil e do estadual de R$ 70 mil.
Além do auxílio na compra de imóveis, as famílias afetadas terão direito a um aluguel social no valor de R$ 1,2 mil. Macêdo garantiu que o processo de realocação será conduzido de maneira pacífica e expressou a expectativa de que as mudanças sejam implementadas até o final do ano, com as famílias sendo transferidas para residências localizadas na região central, mantendo-as próximas de suas origens.


*Reportagem produzida com auxílio de IA

Por da Redação 26/06/2025 17h14