Esposa de Ali Khamenei também morreu após ataque, diz mídia iraniana
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh estava em coma desde sábado (28), quando os bombardeios começaram
02/03/2026 11:43
A esposa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2) em decorrência dos ferimentos sofridos durante o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel, informou a mídia iraniana.

Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 79 anos, estava em coma desde os ataques de sábado (28) que mataram Khamenei, segundo a agência de notícias Tasnim.
A agência de notícias iraniana Fars, alinhada à Guarda Revolucionária Islâmica, noticiou no sábado que a filha, o genro e o neto do aiatolá Ali Khamenei morreram no ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
Morte de Ali Khamenei
A mídia estatal do Irã confirmou no sábado a morte do aiatolá Ali Khamenei, na operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país.Desde 1989, Khamenei era o líder supremo do país. Ele sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, responsável por instituir a república islâmica no Irã.Antes, Khamenei ainda foi presidente do Irã, de 1981 a 1989.
O aiatolá nasceu em 1939. Quando jovem, participou de protestos contra o reinado de Mohammad Reza Pahlavi. Khamenei foi um dos líderes da Revolução Iraniana, de 1979.
Como líder supremo do Irã, Khamenei reprimiu brutalmente uma série de protestos. Em 1999, o governo iraniano suprimiu a mobilização estudantil. Da mesma forma, em 2009, as manifestações desencadeadas por eleição presidencial controversa foram sufocadas. Outra onda de contestação em 2019 foi neutralizada.
Mais recentemente, Teerã reprimiu duramente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Do final de 2022 ao início de 2023, diversas manifestações assolaram o Irã após a morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o código de vestimenta imposto às mulheres.Irã diz que não negociará com os EUA
Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, o poderoso chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou qualquer negociação com o governo americano. “Não negociaremos com os EUA”, declarou Larijani nesta segunda-feira (2), em publicação nas redes sociais. Ele desmentiu as notícias veiculadas pela imprensa de que representantes iranianos teriam tentado iniciar conversas com Washington.
Larijani também acusou o presidente americano Donald Trump de ter “mergulhado a região no caos com seus ‘sonhos ilusórios’”. Ele acrescentou que Trump agora está preocupado com as perdas entre as forças americanas.
Desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, 555 pessoas foram mortas no Irã, segundo dados oficiais. “Como resultado dos ataques terroristas EUA-Sionismo em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, declarou a Cruz Vermelha Iraniana nesta segunda-feira (2), por meio das redes sociais.

*com informações da AFP
Por Jovem Pan 02/03/2026 11h21 - Atualizado em 02/03/2026 11h33
