Alcolumbre rejeita pedido de anulação de quebra de sigilo de Lulinha
O presidente do Senado afirma que não houve erro na decisão, mesmo que Carlos Viana tenha se equivocado na contagem dos votos
03/03/2026 17:23
| Atualizado há 1 hora atrás
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), manteve a votação na CPMI do INSS a respeito da decisão sobre a quebra de sigilo bancário de Fábio Luis da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. “A suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca”, disse Alcolumbre em sessão no plenário nesta terça-feira (3). No dia 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Na decisão, Alcolumbre disse ainda que, apesar dos 14 votantes presentes no dia da votação sobre a quebra de sigilo, o total de parlamentares era 31 e, por isso, a maioria equivale a pelo menos 16 votos. “Neste caso concreto, sustentado pelos autores, 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos postos em votação. Porém, ainda assim, este número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria”, disse Alcolumbre.
Portanto, Davi Alcolumbre afirma que não houve erro na decisão final, mesmo que o presidente da CPMI, Carlos Viana, tenha se confundido. “Ainda que se considere que o presidente da CPMI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram contra os requerimentos, o número de votantes contrários, demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação”, explicou.
Por fim, o presidente do Senado explicou não haver razão para a interferência do Congresso no caso. “Em respeito aos precedentes todos da casa, não se faz necessário, no presente momento, uma intervenção da presidência da mesa do Congresso Nacional no procedimento adotado na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, declarou Alcolumbre.
Votação sobre a quebra de sigilo
Após a aprovação da medida na votação da última quinta-feria (26), houve confusão e empurra-empurra entre os parlamentares. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), antes do pedido da CPMI do INSS.
A decisão é do mês passado. O relator da investigação das fraudes no INSS no STF aceitou um pedido da Polícia Federal (PF), que investiga o envolvimento do empresário.
Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.
Durante a 32ª reunião da CPMI, os deputados e senadores que integram o colegiado votaram outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
*Em atualização

Na decisão, Alcolumbre disse ainda que, apesar dos 14 votantes presentes no dia da votação sobre a quebra de sigilo, o total de parlamentares era 31 e, por isso, a maioria equivale a pelo menos 16 votos. “Neste caso concreto, sustentado pelos autores, 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos postos em votação. Porém, ainda assim, este número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria”, disse Alcolumbre.
Votação sobre a quebra de sigilo
Após a aprovação da medida na votação da última quinta-feria (26), houve confusão e empurra-empurra entre os parlamentares. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), antes do pedido da CPMI do INSS.
A decisão é do mês passado. O relator da investigação das fraudes no INSS no STF aceitou um pedido da Polícia Federal (PF), que investiga o envolvimento do empresário.
Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.
Durante a 32ª reunião da CPMI, os deputados e senadores que integram o colegiado votaram outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Por Jovem Pan 03/03/2026 17h07 - Atualizado em 03/03/2026 17h16
