Mendonça proibe CMPI do INSS de acessar dados de Vorcaro
A decisão do ministro se deu depois de mensagens do banqueiro serem noticiadas pela imprensa
16/03/2026 21:42
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (16) que seja suspenso o acesso ao material oriundo da quebra de sigilo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, armazenado na Sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que apura as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O magistrado ordenou que a Polícia Federal (PF) cumpra a decisão “com urgência”.
“Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na Sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, diz a decisão. Por ordem de Mendonça, as informações referentes à vida privada do banqueiro não devem ser compartilhadas com o colegiado.

O ministro ainda determinou que a corporação, em “colaboração interinstitucional com a presidência da CPMI do INSS”, retire todos os equipamentos da Sala-cofre para fazer uma nova separação dos dados de Vorcaro.
Quebra de sigilo de Vorcaro
Em 4 de março, o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), comunicou que a PF entregou ao colegiado o material oriundo da quebra de sigilo de Vorcaro. No final do dia, conversas do banqueiro começaram a ser noticiadas na imprensa.
As reportagens expuseram trocas de mensagens de Vorcaro com autoridades, a namorada e affairs. Também foram divulgadas citações feitas pelo dono do Master a deputados, senadores, ministros do STF, jornalistas e empresários.
Dois dias depois, em 6 de março, Mendonça acolheu o pedido da defesa de Vorcaro para instaurar investigação sobre o acesso da imprensa às conversas. Na mesma decisão, o ministro informou que o vazamento não tem ligação com a investigação da PF, sob supervisão do Supremo, no âmbito da Operação Compliance Zero. A ação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo o magistrado, a divulgação das conversas colhidas no celular de Vorcaro ocorreu depois de o material ser devolvido à CPMI do INSS. O primeiro relator do caso do Mater no STF, o ministro Dias Toffoli, havia ordenado que os documentos ficassem sob tutela da presidência do Senado até o repasse para a PF.
Ao aceitar o pedido da defesa de Vorcaro, o ministro relembrou que, quando autorizou a devolução do material à CPMI do INSS, “fez questão de consignar” que o “tratamento das informações deveria observar rigorosamente as garantias fundamentais”. Dentre elas, a “preservação da intimidade”.

As reportagens expuseram trocas de mensagens de Vorcaro com autoridades, a namorada e affairs. Também foram divulgadas citações feitas pelo dono do Master a deputados, senadores, ministros do STF, jornalistas e empresários.
Dois dias depois, em 6 de março, Mendonça acolheu o pedido da defesa de Vorcaro para instaurar investigação sobre o acesso da imprensa às conversas. Na mesma decisão, o ministro informou que o vazamento não tem ligação com a investigação da PF, sob supervisão do Supremo, no âmbito da Operação Compliance Zero. A ação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo o magistrado, a divulgação das conversas colhidas no celular de Vorcaro ocorreu depois de o material ser devolvido à CPMI do INSS. O primeiro relator do caso do Mater no STF, o ministro Dias Toffoli, havia ordenado que os documentos ficassem sob tutela da presidência do Senado até o repasse para a PF.
Ao aceitar o pedido da defesa de Vorcaro, o ministro relembrou que, quando autorizou a devolução do material à CPMI do INSS, “fez questão de consignar” que o “tratamento das informações deveria observar rigorosamente as garantias fundamentais”. Dentre elas, a “preservação da intimidade”.
As reportagens expuseram trocas de mensagens de Vorcaro com autoridades, a namorada e affairs. Também foram divulgadas citações feitas pelo dono do Master a deputados, senadores, ministros do STF, jornalistas e empresários.
Dois dias depois, em 6 de março, Mendonça acolheu o pedido da defesa de Vorcaro para instaurar investigação sobre o acesso da imprensa às conversas. Na mesma decisão, o ministro informou que o vazamento não tem ligação com a investigação da PF, sob supervisão do Supremo, no âmbito da Operação Compliance Zero. A ação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo o magistrado, a divulgação das conversas colhidas no celular de Vorcaro ocorreu depois de o material ser devolvido à CPMI do INSS. O primeiro relator do caso do Mater no STF, o ministro Dias Toffoli, havia ordenado que os documentos ficassem sob tutela da presidência do Senado até o repasse para a PF.
Ao aceitar o pedido da defesa de Vorcaro, o ministro relembrou que, quando autorizou a devolução do material à CPMI do INSS, “fez questão de consignar” que o “tratamento das informações deveria observar rigorosamente as garantias fundamentais”. Dentre elas, a “preservação da intimidade”.
Entenda o caso Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, teve o seu encerramento forçado.
O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira de Vorcaro oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.
Por Beatriz Souza e Júlia Mano 16/03/2026 20h36 - Atualizado em 16/03/2026 21h20
