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Novas canetas podem ser aprovadas até junho após queda da patente do Ozempic

Neste momento, dois pedidos de registro da substância usada para a fabricação dos medicamentos estão em análise

Novas canetas podem ser aprovadas até junho após queda da patente do Ozempic
Novas canetas podem ser aprovadas até junho após queda da patente do Ozempic (Foto: Reprodução)

Com a queda da patente do Ozempic no Brasil nesta sexta-feira (20), dois novos medicamentos com a mesma finalidade das canetas para o tratamento de diabetes e obesidade podem ser aprovados até junho, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



A empresa dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, atingiu o período máximo dos 20 anos de exclusividade previsto pela lei brasileira pela criação da semaglutida. Agora, a substância pode ser produzida e comercializada por terceiros.

Neste momento, dois pedidos de registro da semaglutida sintética dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente. Nos dois casos o prazo para resposta das empresas é até o final de junho. Na área da semaglutida biológica, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação.

A Anvisa informou que a análise dos processos atuais para o registro da substância teve início no segundo semestre de 2025, após publicarem o edital que priorizou a avaliação de produtos análogos do GLP-1 (semaglutida). Apesar do primeiro pedido entrar em avaliação no final de 2023, a maior parte das solicitações chegou somente em 2025.

Segundo a Anvisa, a “avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada com um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo”, já que, até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo como as do Japão, Europa e EUA registrou análogos sintéticos da substância.


Atualmente existem 15 pedidos para a análise da semaglutida sintética:


5 estão em análise;
8 aguardam o início das avaliações;
2 já estão em processo mais avançado das análises.


Entre as empresas que já pediram registro na Anvisa para produzir seus próprios remédios à base de GLP-1, estão a EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.


Queda da patente do Ozempic


A queda da patente do Ozempic no Brasil abre o mercado para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes para o medicamento que tem sido usado para controle da diabetes e emagrecimento. Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias.


De acordo com a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, o encerramento de uma patente é etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. “A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”.


Em nota, a empresa disse também que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, e que segue orientando sua estratégia de longo prazo, traduzida em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.


A empresa disse também que o Brasil continua sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk globalmente, e que seu plano permanece inalterado.


*com informações do Estadão Conteúdo



Por Jovem Pan* 20/03/2026 11h17 - Atualizado em 20/03/2026 11h24