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Com voto de Gilmar, STF mantém prisão preventiva de Vorcaro por unanimidade

Ministro acompanhou nesta sexta-feira (20) o relator do caso, André Mendonça; dono do Banco Master está preso na Superintendência da PF, em Brasília

Com voto de Gilmar, STF mantém prisão preventiva de Vorcaro por unanimidade
Com voto de Gilmar, STF mantém prisão preventiva de Vorcaro por unanimidade (Foto: Reprodução)

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O resultado de 4 a 0 foi confirmado nesta sexta-feira (20), com o voto do ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a posição do relator do caso, ministro André Mendonça, para manter o empresário detido.



Apesar de votar pela continuidade da prisão, o ministro Gilmar Mendes fez ponderações. Ele afirmou que a Justiça não deve prender ninguém para dar “respostas à sociedade” ou atender ao “clamor popular”, mas sim quando há motivos técnicos. No caso de Vorcaro, o ministro entendeu que a prisão é necessária para garantir que as investigações não sejam atrapalhadas e que a lei seja cumprida.


Como o empresário estava em prisão domiciliar, o STF precisou analisar fatos novos para autorizar o seu retorno à prisão comum. Entre as provas apresentadas, estão:


Ocultação de dinheiro: O bloqueio de altos valores em uma conta bancária do pai de Vorcaro, o que sugere uma tentativa de esconder patrimônio;

“Projeto DV”: Um suposto esquema que contratava influenciadores digitais para manipular a opinião pública, defendendo o Banco Master e atacando órgãos como o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU);

Informações privilegiadas: Mensagens de celular indicaram que o empresário tinha contatos com servidores do Banco Central para obter informações sigilosas sobre investigações da Polícia Federal;

Crimes cibernéticos: Indícios de que o grupo liderado por ele buscava acessar ilegalmente dados de investigações confidenciais.


Críticas à ‘Lava Jato’

Em seu voto, Gilmar Mendes criticou o que chamou de “frenesi midiático”. Ele comparou táticas usadas neste processo com abusos cometidos durante a Operação Lava Jato.

O ministro condenou o vazamento de fotos do empresário usando uniforme de presidiário e a exposição de conversas íntimas que não tinham relação com os crimes investigados. Além disso, Gilmar criticou o acesso da imprensa a diálogos protegidos por lei entre o réu e seu advogado.

Além disso, o ministro também fez críticas à transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília, um presídio de segurança máxima. Segundo ele, essa medida foi ilegal e sem justificativa técnica, servindo apenas para rotular o investigado como perigoso antes mesmo de um julgamento. Pouco tempo depois, a própria Justiça reconheceu o erro e ordenou a saída do empresário daquela unidade.



Por Jovem Pan 20/03/2026 19h45 - Atualizado em 20/03/2026 19h53