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Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado por mais 60 dias

Alessandro Vieira afirma que o colegiado reuniu um grande volume de informações a examinar e que o tempo atual é insuficiente para concluir o diagnóstico; pedido já conta com 28 assinaturas

Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado por mais 60 dias
Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado por mais 60 dias (Foto: Reprodução)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (6) um requerimento para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.

O pedido já conta com 28 assinaturas, número superior ao mínimo necessário para que a solicitação avance, e será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).



Instalada para investigar a atuação e a expansão de organizações criminosas no país, a CPI identificou estruturas complexas de financiamento ilícito e indícios de infiltração dessas organizações na economia formal, por meio de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro.

Segundo o relator, o avanço das investigações revelou uma atuação comparável à de corporações transnacionais, com redes articuladas que exploram brechas regulatórias e envolvem agentes públicos e privados.

No requerimento, Vieira argumenta que ainda há um grande volume de documentos a ser analisado, além da necessidade de cruzamento de dados sensíveis e realização de novas oitivas. Ele destaca que as investigações chegaram a uma fase considerada crítica, especialmente diante dos desdobramentos do Caso Master.

O senador também afirma que o tempo atual é insuficiente para concluir o diagnóstico sobre a atuação de facções criminosas e milícias nos estados. A CPI pretende ouvir governadores e secretários de segurança pública de diferentes regiões do país.

Para Vieira, a prorrogação é essencial para evitar o encerramento antecipado das apurações e garantir resultados concretos no combate ao crime organizado. Segundo ele, interromper os trabalhos neste momento representaria prejuízo ao interesse público e à elucidação completa da infiltração criminosa na economia brasileira.



Por Jovem Pan 06/04/2026 11h03 - Atualizado em 06/04/2026 11h08