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Rede reage com ‘indignação’ à decisão de Marina de permanecer no partido

A sigla acusa a ex-ministra de se recusar a dialogar com o diretório e negou ter cogitado sua saída; a ambientalista pretende concorrer ao Senado por SP na chapa encabeçada por Haddad

Rede reage com ‘indignação’ à decisão de Marina de permanecer no partido
Rede reage com ‘indignação’ à decisão de Marina de permanecer no partido (Foto: Reprodução)

A direção nacional da Rede Sustentabilidade afirmou nesta terça-feira (8) ter recebido com “indignação e perplexidade” a decisão da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que anunciou no último sábado (4) sua permanência no partido.



Em nota, a sigla acusou Marina de se recusar a dialogar com o diretório e negou ter cogitado sua saída. “Indignação porque a ex-ministra recusa-se a dialogar com a direção partidária. Perplexidade porque em nenhum momento o partido questionou sua filiação ou sugeriu seu desligamento”, afirmou.

No comunicado, o partido, liderado por Paulo Lamac, destacou que “não tem dono” e que foi construído para conviver com divergências, sem submissão a vontades individuais. A legenda também relembrou episódios de tensão interna, citando posições defendidas por Marina no passado.

“Assim foi em momentos de forte tensão interna, inclusive quando Marina defendeu posições desconfortáveis para parte do partido, como no apoio a Aécio Neves em 2014, na defesa do impeachment e na concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro. Mesmo diante desse giro político (…), jamais houve sanção, censura ou perseguição”, diz a nota.

A direção ainda rebateu acusações de autoritarismo e criticou a atuação do grupo ligado à ex-ministra. “Não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo. É compromisso com a vida democrática interna”, afirmou.

Segundo o texto, não houve expulsão de integrantes e as recentes saídas não decorreram de perseguição. O partido também classificou como “lawfare” a judicialização promovida por aliados de Marina e afirmou que a atual direção segue reconhecida.

Por fim, a Rede reafirmou seu posicionamento político e apoio a candidaturas alinhadas ao campo progressista. “Seguimos firmes no apoio à reeleição de Lula, na defesa da vitória de Haddad em São Paulo e no compromisso com a democracia, a justiça social, o combate à crise climática e a soberania nacional.”

A sigla concluiu que decisões sobre apoios e candidaturas serão tomadas internamente, com diálogo, mas “sem interferências externas”.








Por Jovem Pan 08/04/2026 07h56