Fim da escala 6×1 avança na Câmara e divide opiniões entre deputados
Proposta que prevê redução da jornada de trabalho ganha força no Congresso e votação dos parlamentares repercute em todo o país.
28/05/2026 11:11
Por PRIME Notícias
28 de maio de 2026
A discussão sobre o fim da tradicional escala de trabalho 6×1 voltou a movimentar o Congresso Nacional nesta semana. Deputados federais analisaram propostas que defendem mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros, ampliando o debate sobre qualidade de vida, produtividade e direitos trabalhistas.

A proposta busca reduzir a carga semanal de trabalho e garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores. Atualmente, a escala 6×1 — seis dias trabalhados para apenas um de folga — é amplamente utilizada em setores como comércio, supermercados, segurança privada e serviços gerais.
Durante a sessão na Câmara dos Deputados, parlamentares ficaram divididos entre os impactos econômicos e os benefícios sociais da medida. Enquanto defensores afirmam que a mudança representa um avanço histórico nas relações trabalhistas, opositores argumentam que a proposta pode aumentar custos para empresas e gerar efeitos negativos no mercado de trabalho.
Nas redes sociais, o tema rapidamente ganhou grande repercussão. Trabalhadores compartilharam relatos sobre desgaste físico e emocional provocado pelas longas jornadas, enquanto empresários demonstraram preocupação com possíveis aumentos nos custos operacionais.
De acordo com o resultado divulgado pela Câmara, partidos de esquerda e centro-esquerda concentraram a maior parte dos votos favoráveis à mudança. Já parlamentares ligados a setores empresariais e conservadores apresentaram maior resistência ao projeto.
Especialistas em relações trabalhistas avaliam que a discussão ainda deve passar por novas etapas antes de qualquer mudança definitiva na legislação brasileira. Mesmo assim, o avanço do debate já é considerado um marco importante para o futuro das relações de trabalho no país.
A proposta segue em tramitação e poderá sofrer alterações antes de chegar à votação final.

Fontes consultadas:
Câmara dos Deputados
Agência Brasil
G1 Política
CNN Brasil
Folha de S.Paulo

