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Depois de 3 meses de guerra, EUA e Irã negociam prorrogar trégua no Oriente Médio

Por enquanto, os dois lados evitam anúncios oficiais. Mas, nos bastidores, autoridades relataram à imprensa internacional que os termos do documento já teriam sido aceitos.

Depois de 3 meses de guerra, EUA e Irã negociam prorrogar trégua no Oriente Médio
Depois de 3 meses de guerra, EUA e Irã negociam prorrogar trégua no Oriente Médio (Foto: Reprodução)

Depois de três meses de guerra, Estados Unidos e Irã negociam prorrogar a trégua no Oriente Médio.

Por enquanto, os dois lados evitam anúncios oficiais. Mas, nos bastidores, autoridades relataram à imprensa internacional que os termos do documento já teriam sido aceitos – tanto pela delegação iraniana quanto pelos negociadores americanos - e agora dependem apenas da aprovação do presidente Donald Trump.



O acordo prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a navegação irrestrita pelo Estreito de Ormuz, sem a cobrança de pedágio, como o Irã vinha exigindo. Os iranianos também se comprometeriam a retirar as minas que instalaram no fundo do estreito em 30 dias e a não produzir armas nucleares.

A discussão sobre o estoque iraniano de urânio enriquecido ficaria para uma futura rodada de conversas. Essa é a matéria-prima para produzir energia, mas também armas nucleares. Do lado americano, os Estados Unidos acabariam com o bloqueio naval na região. Permitiriam que o Irã volte a exportar petróleo e discutiriam a liberação de fundos iranianos congelados no exterior. Horas depois da divulgação desses detalhes, a imprensa estatal do Irã negou que o texto estivesse pronto.

Nesta quinta-feira (28), a guerra completou três meses, e o cessar-fogo que as delegações tentam prorrogar é cada vez mais frágil. Nas últimas 24 horas, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Os americanos atingiram uma base de lançamento de drones na cidade portuária de Bandar Abbas, perto do estreito. Foi a segunda onda de bombardeios na região esta semana. Segundo os militares dos Estados Unidos, cinco drones foram abatidos. O Irã respondeu e atacou o Kuwait com mísseis balísticos. O alvo era uma base militar americana. O Pentágono informou que os mísseis foram interceptados.

No Líbano, Israel voltou a atacar a capital, Beirute, depois de semanas. E no sul do Líbano, intensificou os bombardeios contra alvos do Hezbollah, o grupo extremista apoiado pelo Irã. Moradores da cidade de Tiro registraram o momento em que uma explosão atinge um prédio. Onze pessoas morreram, segundo o governo libanês.

Enquanto os mísseis e drones voam alto, a esperança de paz demora a decolar.


Por Jornal Nacional