EUA afirmam estar prontos para retomar conflito com o Irã enquanto negociações seguem sem acordo final
Washington mantém pressão sobre Teerã e condiciona acordo de paz ao cumprimento de exigências ligadas ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz
30/05/2026 13:06
Prime Notícias
Os Estados Unidos afirmaram neste sábado (30) que possuem capacidade militar suficiente para retomar as hostilidades contra o Irã caso as negociações em andamento não resultem em um acordo considerado aceitável por Washington. A declaração ocorre em meio a uma série de conversas diplomáticas destinadas a prolongar o cessar-fogo que está em vigor desde abril.

A tensão voltou a crescer após relatos de novos confrontos registrados nesta semana, considerados os mais graves desde o início da trégua. Apesar de fontes ligadas ao governo americano terem informado anteriormente que um acordo preliminar havia sido alcançado para estender o cessar-fogo por mais 60 dias, nenhuma confirmação oficial foi anunciada após uma reunião realizada na Casa Branca na sexta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que qualquer entendimento dependerá do compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares. O líder americano também voltou a exigir a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além da eliminação dos estoques iranianos de urânio altamente enriquecido.
Durante o Diálogo Shangri-La, importante encontro internacional de segurança realizado em Singapura, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o país está “mais do que preparado” para retomar operações militares, caso seja necessário. Segundo ele, as forças americanas possuem recursos suficientes para responder a qualquer eventual escalada do conflito.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou que as trocas de mensagens entre os dois países continuam, mas ressaltou que ainda não existe um acordo definitivo. O governo iraniano também rejeitou informações sobre negociações concluídas envolvendo seu programa nuclear e defendeu a importância estratégica do Estreito de Ormuz.
Analistas internacionais acompanham com atenção os desdobramentos das negociações, uma vez que qualquer fracasso nas conversas pode provocar novos impactos sobre a segurança regional e os mercados globais de energia. Enquanto Washington mantém uma postura firme, Teerã insiste que suas condições de soberania e segurança nacional devem ser respeitadas em qualquer entendimento futuro.

Fontes utilizadas:
- VEJA
- UOL/AFP

