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China rejeita acusações dos EUA e chama proposta de tarifas de “manipulação política”

Pequim nega existência de trabalho forçado no país e critica iniciativa do governo Trump de ampliar tarifas sobre importações de dezenas de economias

China rejeita acusações dos EUA e chama proposta de tarifas de “manipulação política”
China rejeita acusações dos EUA e chama proposta de tarifas de “manipulação política” (Foto: Reprodução)

Prime News


A China reagiu nesta quarta-feira (3) às novas medidas comerciais propostas pelos Estados Unidos e classificou como “manipulação política” as acusações usadas como justificativa para ampliar tarifas sobre produtos importados.



A resposta veio após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgar os resultados preliminares de uma investigação baseada na chamada Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos EUA argumenta que diversos parceiros comerciais não estariam adotando medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como consequência, a administração do presidente Donald Trump propôs tarifas adicionais entre 10% e 12,5% sobre importações de 60 economias, entre elas a China.

Em pronunciamento oficial, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, rejeitou as alegações e afirmou que o país não pratica trabalho forçado. Segundo Pequim, utilizar esse argumento como base para medidas tarifárias representa uma tentativa de politizar disputas comerciais.

Além da negativa, o governo chinês voltou a defender que divergências econômicas sejam resolvidas por meio do diálogo e dentro das regras multilaterais do comércio internacional.

Do lado norte-americano, o USTR sustenta que as tarifas pretendem responder ao que considera falhas de parceiros comerciais no combate à circulação de produtos associados ao trabalho forçado e proteger a competitividade da indústria dos Estados Unidos.

As tarifas ainda fazem parte de um processo administrativo e podem passar por etapas adicionais antes de eventual implementação.


Fontes: Jovem Pan / Reuters / Rádio Itatiaia