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Construtora afirma ter recomendado interdição de ponte no Acre um dia antes do desabamento

Empresa relata sinais de erosão, rachaduras e instabilidade no terreno; governo estadual busca responsabilização e Justiça determina medidas emergenciais

Construtora afirma ter recomendado interdição de ponte no Acre um dia antes do desabamento
Construtora afirma ter recomendado interdição de ponte no Acre um dia antes do desabamento (Foto: Reprodução)

Prime News


A construtora responsável pela Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no Acre, afirmou que recomendou a interdição total da estrutura um dia antes do desabamento ocorrido na última sexta-feira (5). Segundo a empresa, a orientação foi enviada formalmente ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) após a identificação de sinais de instabilidade na área.



De acordo com nota divulgada pela Construtora Cidade, equipes técnicas passaram a observar, cerca de uma semana antes do incidente, indícios como rachaduras, deslocamentos de solo, erosão e desníveis no entorno da ponte. Conforme a empresa, análises preliminares identificaram movimentações em uma área estimada em aproximadamente 16 mil metros quadrados, abrangendo regiões além da própria estrutura.

A empresa sustenta que os indícios observados seriam compatíveis com o fenômeno conhecido como “terras caídas”, associado a processos erosivos e à variação natural do nível dos rios na região amazônica. Ainda segundo a construtora, a recomendação de interdição incluiu a suspensão do tráfego de veículos e pedestres por questões de segurança.

O governo do Acre informou que adotou a medida preventiva de interdição antes do colapso da estrutura e, posteriormente, ingressou na Justiça para buscar a responsabilização da empresa. Entre os pedidos apresentados estão ações para reparação dos danos e assistência às pessoas atingidas.

Após o desabamento, a Justiça do Acre determinou que a construtora implemente medidas emergenciais no local e apresente um plano de apoio às famílias eventualmente afetadas pela instabilidade da área. O pedido de bloqueio cautelar de bens ainda não havia sido acolhido até a publicação das decisões iniciais.

O desabamento deixou quatro pessoas feridas. As causas definitivas do colapso ainda dependem da conclusão dos laudos técnicos e das investigações conduzidas pelos órgãos competentes.


Fontes: Folha de S.Paulo / IstoÉ Dinheiro / SBT News