R$ 22,4 milhões em seis meses: investigação da PF mira movimentações financeiras de empresas ligadas a Virginia Fonseca
Relatórios do Coaf apontam operações consideradas atípicas e levam Polícia Federal a apurar origem e destino de recursos milionários
09/06/2026 09:28
Por Prime Notícias
09 de junho de 2026 | 13h15
A influenciadora digital Virginia Fonseca voltou ao centro das atenções após a abertura de uma investigação da Polícia Federal para apurar movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas ao seu grupo empresarial.De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a empresa Talismã Digital recebeu aproximadamente R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, período de apenas seis meses. Desse total, cerca de R$ 21,4 milhões teriam sido transferidos por meio de 44 operações via Pix, além de R$ 1 milhão em transferências TED.

Segundo os documentos analisados pelos investigadores, a maior parte dos recursos teria sido enviada pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios, responsável por repasses que somam cerca de R$ 17,7 milhões. O volume das operações chamou a atenção porque a empresa está enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, destinado a negócios com limite anual de faturamento de R$ 4,8 milhões.
As investigações tiveram origem em documentos reunidos durante os trabalhos da chamada CPI das Bets. Embora o relatório final da comissão não tenha resultado em indiciamento da influenciadora, parte do material produzido passou a ser analisada pelos órgãos de controle e posteriormente pela Polícia Federal.
De acordo com as informações divulgadas, a PF busca esclarecer três pontos principais: a origem dos recursos recebidos, a compatibilidade das movimentações com as atividades declaradas pelas empresas envolvidas e a eventual existência de irregularidades fiscais ou indícios de lavagem de dinheiro. Até o momento, não há acusação formal nem denúncia apresentada contra Virginia Fonseca.
Em nota divulgada por sua defesa, Virginia nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que as operações possuem respaldo contratual e contábil, destacando que movimentações classificadas como atípicas não representam, por si só, prática criminosa. A defesa também sustenta que as empresas do grupo contam com estrutura de governança, auditoria independente e atuação em conformidade com a legislação brasileira.
O caso segue sob análise das autoridades, que ainda não divulgaram prazo para conclusão das investigações.
Fonte: Jovem Pan, Poder360 e documentos citados em reportagens sobre a investigação da Polícia Federal.
