Governo Trump amplia fiscalização sobre voto pelo correio com foco em combate à imigração ilegal
Medida deve começar a ser implementada ainda em junho e enfrenta questionamentos judiciais nos Estados Unidos
09/06/2026 15:19
Prime News
O governo do presidente Donald Trump anunciou avanços na implementação de medidas voltadas ao reforço da fiscalização do voto pelo correio nos Estados Unidos. Segundo documentos apresentados à Justiça norte-americana, parte das ações deverá começar a entrar em vigor ainda neste mês de junho.

A iniciativa faz parte de uma ordem executiva assinada em março pela Casa Branca e prevê o uso ampliado de bases federais para verificação de cidadania de eleitores, além de novas regras relacionadas ao envio e monitoramento de cédulas eleitorais pelo sistema postal.
Entre os pontos previstos estão o compartilhamento de dados federais para auxiliar estados na conferência da elegibilidade eleitoral e mecanismos de rastreamento do fluxo de votos enviados pelo correio. O governo afirma que o objetivo é impedir a participação de pessoas sem cidadania americana nas eleições federais e reforçar a integridade do processo eleitoral.
Documentos judiciais recentes indicam que o Departamento de Segurança Interna (DHS) pretende disponibilizar acesso a dados federais de cidadania aos estados até o fim de junho, como parte do cronograma de implementação.
A medida, no entanto, já enfrenta contestações judiciais. Organizações de defesa do direito ao voto e representantes de estados argumentam que o governo federal estaria extrapolando competências constitucionais relacionadas à administração das eleições, tradicionalmente conduzidas pelos estados. Parte das ações judiciais busca suspender ou limitar os efeitos da ordem executiva.
No fim de maio, um juiz federal em Washington decidiu não bloquear temporariamente a ordem, permitindo que ela permaneça em vigor enquanto o mérito das ações continua sendo analisado.
O debate ocorre em meio à preparação para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro.

Fontes: Jovem Pan / Reuters / NPR / Associated Press
