Piloto da Air Canada é acusado de voar por 17 anos com licença falsificada
Canadense teria comandado cerca de 900 voos comerciais sem possuir a certificação exigida para atuar como capitão; caso veio à tona após auditoria de rotina
09/06/2026 16:06
Prime News
Um ex-piloto da Air Canada foi acusado pelas autoridades canadenses de operar voos comerciais durante aproximadamente 17 anos utilizando documentação considerada fraudulenta para exercer a função de comandante de aeronaves.

Segundo a Polícia Regional de Peel, na província de Ontário, o piloto teria realizado mais de 900 voos domésticos e internacionais entre 2009 e 2025 sem possuir a licença obrigatória para comandar aeronaves comerciais de grande porte. De acordo com as autoridades, ele possuía licença comercial válida para pilotagem, porém não detinha a certificação específica exigida para atuar como capitão em operações aéreas comerciais.
A investigação teve início após uma verificação de rotina identificar inconsistências nos documentos apresentados. A apuração passou a integrar uma operação denominada “Project Icarus”, conduzida pelas autoridades canadenses.
Em nota, a Air Canada informou que retirou imediatamente o profissional das atividades assim que tomou conhecimento da situação e comunicou voluntariamente o caso à autoridade reguladora do país, a Transport Canada. A companhia declarou ainda que realizou uma auditoria interna em seu quadro de pilotos e afirmou não ter encontrado outros casos de irregularidade.
A empresa também sustentou que a segurança operacional não teria sido comprometida, argumentando que todos os pilotos passam por treinamentos periódicos obrigatórios e avaliações regulares de competência técnica. Ainda assim, ressaltou que o licenciamento adequado é um componente essencial do sistema de segurança da aviação.
O caso segue sob investigação criminal, e até o momento não havia manifestação pública da defesa do acusado sobre as alegações.

Fontes: G1 / Associated Press (AP) / ABC News
