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Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

MP de São Paulo acusa seis pessoas de integrar estrutura destinada à ocultação e reinserção de recursos ilícitos na economia formal

Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por suposta lavagem de dinheiro para o PCC
Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por suposta lavagem de dinheiro para o PCC (Foto: Reprodução)

Prime News



O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra seis pessoas investigadas por suposta participação em uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).




Entre os denunciados estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das lideranças da facção criminosa.


Segundo a acusação apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo teria operado uma estrutura financeira destinada à ocultação e reinserção de recursos de origem ilícita na economia formal entre os anos de 2018 e 2025. A investigação aponta que o esquema teria utilizado uma empresa do setor de transportes para movimentação financeira.


De acordo com o Ministério Público, além de Deolane e Marcola, outras pessoas teriam participado da estrutura investigada, incluindo integrantes ligados ao núcleo financeiro e familiar apontado pelas autoridades.


A denúncia sustenta que Deolane teria recebido depósitos fracionados provenientes da operação investigada e que haveria tentativa de reorganização patrimonial por meio de estruturas empresariais e fundos no exterior. As alegações fazem parte da acusação apresentada e ainda deverão ser analisadas pela Justiça.


As defesas negam irregularidades.


A defesa de Deolane Bezerra afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos e declarou que a influenciadora não integra organização criminosa nem praticou crimes.


Já os representantes de Marcola sustentam que ele e seu irmão, também citado na investigação, permanecem em presídios de segurança máxima desde 2019 e argumentam que isso inviabilizaria eventual participação no esquema descrito pelo Ministério Público.


Até o momento, a denúncia representa uma etapa do processo judicial e não configura condenação dos investigados.


Fontes utilizadas: Agência Brasil