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Ataque russo deixa 11 mortos na Ucrânia e provoca incêndio em catedral histórica de Kiev

Catedral localizada em complexo reconhecido pela Unesco foi atingida durante ofensiva que também alcançou áreas residenciais e infraestrutura civil

Ataque russo deixa 11 mortos na Ucrânia e provoca incêndio em catedral histórica de Kiev
Ataque russo deixa 11 mortos na Ucrânia e provoca incêndio em catedral histórica de Kiev (Foto: Reprodução)

Prime News


Um ataque russo em larga escala contra a Ucrânia deixou ao menos 11 mortos nesta segunda-feira (15), segundo autoridades ucranianas. Entre os locais atingidos está a Catedral da Dormição, situada no complexo religioso de Kiev-Pechersk Lavra, em Kiev, considerado Patrimônio Mundial pela Unesco.



De acordo com informações divulgadas por autoridades da Ucrânia, a ofensiva incluiu dezenas de mísseis e centenas de drones lançados durante a madrugada, atingindo diferentes regiões do país, entre elas Kiev, Kharkiv e Dnipro. O número de feridos ultrapassou cinquenta pessoas, segundo os balanços iniciais.

Na capital ucraniana, o ataque provocou incêndio no telhado da Catedral da Dormição, uma das estruturas mais simbólicas do complexo monástico fundado no século XI. Equipes de emergência atuaram no combate às chamas e iniciaram a avaliação dos danos ao patrimônio histórico e religioso. Autoridades locais afirmaram que parte dos artefatos mais valiosos havia sido retirada preventivamente do local.

O governo da Ucrânia atribuiu os danos ao ataque russo e classificou o episódio como uma agressão ao patrimônio cultural do país. Já o Ministério da Defesa da Rússia negou responsabilidade direta pelos danos à catedral e alegou que o incêndio teria sido provocado por um míssil de defesa aérea ucraniano — afirmação que, até o momento, não foi apresentada com evidências públicas independentes.

O episódio ocorre em meio à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em 2022, e amplia as preocupações internacionais sobre os impactos da guerra sobre áreas civis e patrimônios históricos.


Fontes utilizadas: Reuters / Associated Press (AP) / AFP / BOL