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União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio

Valor desembolsado pelo governo federal em 2026 já soma R$ 2,21 bilhões; Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentraram a maior parte dos pagamentos

União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio
União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio (Foto: Reprodução)

Prime News


A União desembolsou R$ 834,8 milhões em maio de 2026 para cobrir dívidas garantidas de estados e municípios que não foram quitadas pelos entes devedores dentro do prazo previsto. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (15).



Segundo o levantamento, a maior parte do valor pago no mês foi destinada ao atendimento de obrigações dos estados do Rio de Janeiro, com R$ 619,61 milhões, e do Rio Grande do Sul, com R$ 212,36 milhões. O Rio Grande do Norte também teve pagamentos cobertos pela União, somando R$ 2,66 milhões. Entre os municípios, houve valores menores destinados a Paranã (TO) e Santanópolis (BA).

No acumulado entre janeiro e maio de 2026, o governo federal já honrou R$ 2,21 bilhões em dívidas garantidas de estados e municípios. Nesse período, o Rio de Janeiro concentrou aproximadamente 63,9% do total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com cerca de 30,7%.

O mecanismo funciona quando estados ou municípios deixam de cumprir pagamentos relacionados a operações de crédito que contam com garantia da União. Nesses casos, o Tesouro Nacional realiza o pagamento ao credor e, posteriormente, busca recuperar os valores por meio das contragarantias previstas nos contratos.

De acordo com o Tesouro, desde 2016 a União já desembolsou R$ 88,73 bilhões para honrar esse tipo de obrigação. Desse montante, cerca de R$ 6,04 bilhões retornaram aos cofres públicos. O órgão afirma que parte da baixa recuperação está relacionada às regras aplicadas a estados participantes do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que prevê condições específicas para renegociação e execução das contragarantias.


Fontes: Tesouro Nacional / Agência Estado / BOL Economia / Correio Braziliense