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Comércio sente impacto dos combustíveis e vendas recuam 1,5% em abril

Desempenho do varejo reflete cautela dos consumidores e queda nas vendas de combustíveis e lubrificantes

Comércio sente impacto dos combustíveis e vendas recuam 1,5% em abril
Comércio sente impacto dos combustíveis e vendas recuam 1,5% em abril (Foto: Reprodução)

Por Prime Notícias

16 de junho de 2026 | 11h20


O comércio varejista brasileiro registrou retração de 1,5% em abril, segundo levantamentos econômicos divulgados recentemente, refletindo um cenário de consumo mais moderado e os efeitos do comportamento do setor de combustíveis sobre a atividade econômica. A desaceleração ocorreu em meio a um ambiente de renda pressionada, juros elevados e maior cautela por parte das famílias brasileiras.



Entre os segmentos que mais influenciaram o resultado está o de combustíveis e lubrificantes, que apresentou queda nas vendas em abril. Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, mostram que o setor registrou retração nas comercializações, contribuindo para o desempenho negativo do varejo em diversos estados do país.

Especialistas apontam que, mesmo quando ocorre redução nos preços dos combustíveis, nem sempre há aumento imediato da demanda. Segundo técnicos do IBGE, fatores como endividamento das famílias, menor circulação de pessoas e desaceleração da atividade econômica podem limitar o consumo, reduzindo o volume vendido mesmo em períodos de preços mais favoráveis.

Além dos combustíveis, outros segmentos também demonstraram perda de ritmo nas vendas, reforçando o cenário de moderação do consumo. O resultado acende um sinal de atenção para o varejo, que vinha apresentando recuperação gradual nos meses anteriores.

Economistas avaliam que o desempenho dos próximos meses dependerá da evolução da inflação, do mercado de trabalho e do comportamento dos preços administrados, especialmente os relacionados ao setor de energia e combustíveis, que exercem influência direta sobre os custos de transporte e distribuição de mercadorias.

Apesar da retração observada em abril, o comércio segue acumulando crescimento em alguns indicadores de médio prazo, mostrando que o setor ainda mantém capacidade de recuperação caso haja melhora no ambiente econômico e na confiança do consumidor.


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) e Valor Econômico.