Lula e Trump não se encontram no G7 e ausência de reunião chama atenção nos bastidores
Presidente brasileiro participou da cúpula na França, mas não teve encontro bilateral com o líder norte-americano em meio a tensões comerciais entre os dois países
17/06/2026 09:19
Por Prime Notícias
17 de junho de 2026 | 14h30
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, foi marcada pela ausência de um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação gerou repercussão política e diplomática, especialmente porque o governo brasileiro buscava manter canais de diálogo em meio às recentes divergências comerciais entre os dois países.

Nos dias que antecederam o evento, integrantes do governo federal já admitiam que uma reunião formal entre Lula e Trump era considerada pouco provável. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, chegou a afirmar que não acreditava na realização do encontro durante a cúpula. Além disso, auxiliares do Palácio do Planalto informaram que não havia pedido oficial de reunião por parte do Brasil nem da Casa Branca.
Durante a tradicional foto oficial dos líderes presentes no evento, Lula e Trump não chegaram a interagir publicamente. O presidente brasileiro cumprimentou outras autoridades, enquanto Trump conversava com líderes de outras delegações. O momento alimentou interpretações de que houve um distanciamento diplomático entre os dois governos.
Nos bastidores, a principal preocupação do Brasil era avançar nas negociações relacionadas às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No entanto, o governo avaliou que não havia ambiente político favorável para uma conversa de alto nível capaz de produzir resultados concretos neste momento.
Apesar da ausência do encontro, Lula participou das discussões da cúpula como convidado do governo francês e defendeu temas como cooperação internacional, combate ao crime organizado com respeito à soberania dos países e fortalecimento do multilateralismo.
Analistas observam que a falta de uma reunião bilateral não representa necessariamente uma ruptura nas relações entre Brasília e Washington, mas evidencia um momento de cautela diplomática diante das divergências existentes entre os dois governos.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, UOL e Associated Press.