Casal é preso no Rio suspeito de integrar esquema de falsificação de alvarás para libertar criminosos
Investigação da Polícia Federal aponta uso de documentos judiciais falsos para obter soltura ilegal de presos condenados por crimes graves
17/06/2026 09:27
Por Prime Notícias
17 de junho de 2026 | 15h10
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (16), um casal suspeito de participar de um esquema criminoso de falsificação de alvarás de soltura utilizado para libertar ilegalmente presos do sistema penitenciário do Rio de Janeiro. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos no município de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.Segundo a PF, as investigações revelaram que a organização criminosa produzia documentos judiciais falsificados para obter a liberação indevida de detentos custodiados em unidades prisionais fluminenses. Entre os beneficiados pelo esquema estaria um dos maiores traficantes internacionais de armas do país, condenado a 27 anos de prisão.

A operação foi conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), do Núcleo de Capturas da Polícia Federal e da Delegacia da PF em Macaé. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Durante a abordagem, os policiais também encontraram documentos de identificação com indícios de falsificação em posse dos investigados. O material foi apreendido e será submetido à perícia técnica para aprofundar as investigações.
De acordo com a Polícia Federal, o casal poderá responder pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e outros delitos que possam ser identificados ao longo da apuração.
As autoridades agora buscam identificar outros integrantes da organização e dimensionar quantas solturas ilegais foram realizadas por meio do esquema fraudulento. A investigação segue em andamento sob sigilo parcial.
A ação reforça a preocupação das autoridades com a atuação de grupos especializados em fraudar documentos judiciais e comprometer a segurança do sistema prisional brasileiro.

Fonte: Polícia Federal e reportagem de O Dia.