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Lula responde a Trump e afirma que os EUA não devem intervir nas eleições do Brasil

Presidente brasileiro reagiu a declarações do homólogo americano sobre o cenário político nacional, tarifas comerciais e a classificação de facções criminosas

Lula responde a Trump e afirma que os EUA não devem intervir nas eleições do Brasil
Lula responde a Trump e afirma que os EUA não devem intervir nas eleições do Brasil (Foto: Reprodução)

Prime News


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu formalmente, nesta quarta-feira (17), às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçando a posição de soberania do Brasil. Durante um pronunciamento ao fim da cúpula do G7 na França, Lula afirmou de maneira direta que o governo americano não deve interferir nos processos eleitorais internos do país.



"Não se meta nas eleições do Brasil", declarou o mandatário brasileiro em resposta às falas de Trump.


O desentendimento público ocorre após o presidente norte-americano ter classificado o Brasil como um país "politicamente difícil" ao ser questionado por jornalistas a respeito de novas propostas de tarifas comerciais (tarifaço) e sobre a designação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA.


Além de rechaçar qualquer tentativa de influência estrangeira no pleito de 2026, Lula mencionou que pretende levar um modelo de urna eletrônica em seu próximo encontro com o líder americano, com o objetivo de demonstrar a segurança e a confiabilidade do sistema de votação brasileiro. O presidente brasileiro destacou que, embora líderes estrangeiros possam ter preferências políticas, a decisão final cabe estritamente aos eleitores do país.


Anteriormente, o Palácio do Planalto já havia se manifestado de forma contrária à classificação externa de grupos criminosos nacionais como organizações terroristas, argumentando que o combate ao crime organizado deve seguir as diretrizes da legislação e da soberania nacional.


Fontes utilizadas: Portal CNN Brasil / Portal G1 / Globo Notícias / Revista VEJA