cover
Tocando Agora:

Moraes abre investigação sobre elementos achados em celular de advogado de Bolsonaro

Ministro do STF determinou abertura de apuração sigilosa sobre achados feitos durante análise do celular do advogado de Jair Bolsonaro; PGR terá 15 dias para se manifestar

Moraes abre investigação sobre elementos achados em celular de advogado de Bolsonaro
O advogado, Frederick Wassef, concedem entrevista coletiva à imprensa | Crédito: Pedro França/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma nova investigação para apurar informações encontradas pela Polícia Federal no celular do advogado Frederick Wassef durante a análise do material apreendido no inquérito das joias sauditas, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.



Na decisão, assinada na última terça-feira (30), Moraes deu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie os chamados “eventos fortuitos” identificados pela Polícia Federal e se manifeste sobre as hipóteses criminais levantadas pelos investigadores.

A medida mantém em aberto uma frente de investigação mesmo após a PGR ter defendido o arquivamento do caso das joias. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu, em março deste ano, que não havia base jurídica para denunciar o ex-presidente e outros investigados pelo suposto desvio e venda de presentes recebidos durante o exercício da Presidência.

Embora tenha recebido o parecer pelo arquivamento da investigação, Moraes determinou que a PGR analisasse especificamente o material extraído do celular de Wassef.

O advogado representa Jair Bolsonaro e também atua na defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em nota, Wassef afirmou que a apreensão dos aparelhos foi “nula e ilegal” e sustentou que a ausência de acompanhamento da entidade compromete a validade de qualquer prova obtida.

O advogado também questionou a abertura de uma nova investigação quase três anos após a apreensão dos celulares.

Com a decisão de Moraes, caberá agora à Procuradoria-Geral da República analisar os elementos apresentados pela Polícia Federal e decidir se há fundamentos para o prosseguimento da investigação ou para eventual arquivamento da nova apuração.


Fonte: Marina Verenicz - Infomoney