Trump diz que preço do petróleo pode subir com novas medidas dos EUA contra o Irã
Presidente norte-americano afirmou que o aumento seria "um pouquinho" e voltou a indicar novos ataques contra Teerã; declarações ocorrem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
08/07/2026 13:37
| Atualizado há 1 hora atrás
Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que novas medidas de seu governo contra o Irã podem provocar um aumento no preço internacional do petróleo. Durante uma coletiva de imprensa ao lado do presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, Trump declarou que os preços do petróleo podem subir "um pouquinho", classificando esse possível impacto como aceitável.

Segundo o presidente norte-americano, "sempre que atingimos o Irã, o preço do petróleo sobe". Mais cedo, Trump também anunciou a intenção de realizar novos ataques contra alvos iranianos ainda nesta noite, ampliando a expectativa de uma nova escalada militar entre Washington e Teerã.
As declarações ocorrem em um momento de aumento das tensões no Oriente Médio. Os mercados acompanham de perto o desenrolar da crise devido ao risco de interrupções na oferta global de petróleo, especialmente em regiões estratégicas para o transporte da commodity, como o Estreito de Ormuz. A possibilidade de novos confrontos tem elevado a preocupação de investidores e pressionado os preços internacionais do petróleo.
Durante a coletiva, Trump também comentou outros temas relacionados à política externa. O presidente afirmou acreditar que Israel poderá retirar suas tropas do sul do Líbano após conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Além disso, descartou o envio de tropas terrestres norte-americanas ao Irã e afirmou que apenas os Estados Unidos seriam capazes de obter o urânio iraniano.
As declarações reforçam o cenário de incerteza geopolítica, enquanto governos, investidores e agentes do mercado acompanham os possíveis desdobramentos das ações militares e seus reflexos sobre a economia global e o mercado de energia.

Fonte: InfoMoney/Estadão Conteúdo / El País
