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Trump volta a defender interrupção do comércio com a Espanha e chama país de "parceira terrível" durante cúpula da Otan

Presidente dos Estados Unidos fez novas críticas ao governo espanhol ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e voltou a associar sua posição ao debate sobre gastos militares da aliança.

Trump volta a defender interrupção do comércio com a Espanha e chama país de "parceira terrível" durante cúpula da Otan
Prime Rádio - com auxílio da I.A

Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (8) a interrupção das relações comerciais entre os Estados Unidos e a Espanha durante a cúpula anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte, realizada em Ancara, na Turquia.



Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump classificou a Espanha como uma "parceira terrível" da aliança militar e afirmou que o país europeu é "um caso perdido". O presidente norte-americano voltou a defender o fim do comércio entre os dois países, reiterando declarações semelhantes feitas anteriormente.

As críticas de Trump estão relacionadas, principalmente, às divergências envolvendo a política de defesa da Otan. Segundo o presidente norte-americano, a Espanha não estaria contribuindo de forma suficiente para os compromissos financeiros da aliança e também divergiu dos Estados Unidos em questões recentes de política externa, incluindo o conflito envolvendo o Irã.

Durante a coletiva, Mark Rutte adotou um tom diferente e destacou que a Espanha ampliou seus investimentos em defesa nos últimos anos, ressaltando os avanços do país dentro dos compromissos assumidos pela Otan.

Especialistas e autoridades europeias também lembram que a política comercial da Espanha é conduzida no âmbito da União Europeia, que negocia acordos comerciais de forma conjunta com países terceiros. Dessa forma, eventuais mudanças nas relações comerciais entre Estados Unidos e Espanha dependeriam de mecanismos e competências que vão além de uma decisão bilateral.

As declarações de Trump ampliam as tensões diplomáticas em torno das discussões sobre os gastos militares dos países membros da Otan, tema que voltou a dominar a agenda da cúpula realizada em Ancara.



Fonte: Reuters / UOL Agência EFE