EUA anunciam retirada da Síria da lista de países patrocinadores do terrorismo
Medida foi comunicada durante encontro entre Donald Trump e o presidente interino sírio, Ahmed al Sharaa; decisão ainda passará por análise do Congresso norte-americano antes de entrar em vigor
08/07/2026 21:36
Prime Rádio - Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (8) que irão retirar a Síria da lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo, classificação da qual o país fazia parte desde 1979. O anúncio ocorreu durante um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, realizado à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Turquia.

De acordo com o governo norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, já notificou formalmente o Congresso sobre a decisão. A legislação dos Estados Unidos prevê um período de análise de 45 dias antes que a retirada da lista possa entrar em vigor. Caso não haja impedimento por parte dos parlamentares, a medida será efetivada após esse prazo.
Segundo Trump, a iniciativa busca remover obstáculos para a reconstrução da Síria e incentivar investimentos internacionais no país. Em carta entregue a Ahmed al Sharaa após a reunião, o presidente norte-americano afirmou que pretende eliminar barreiras que dificultam a recuperação econômica síria e declarou que empresas dos Estados Unidos estariam preparadas para investir no país.
A retirada da Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo representa uma mudança significativa na política externa dos Estados Unidos. A designação impõe restrições à assistência financeira americana, exportações de equipamentos de defesa e diversas transações financeiras envolvendo o país listado. Com a remoção, parte dessas limitações poderá ser encerrada, facilitando o comércio e o acesso da Síria ao sistema financeiro internacional.
Em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado, Marco Rubio afirmou que o fim das restrições dará à Síria uma oportunidade de reconstrução e contribuirá para a estabilidade regional. Segundo o secretário, uma Síria "estável, unificada e em paz consigo mesma e com seus vizinhos" beneficia não apenas o Oriente Médio, mas também a comunidade internacional.
A decisão ocorre após uma série de mudanças na política dos Estados Unidos em relação à Síria. Em 2025, o governo Trump já havia anunciado o levantamento de parte das sanções econômicas impostas ao país, com o objetivo de favorecer sua recuperação após anos de guerra civil e da mudança de governo ocorrida em 2024, quando Ahmed al Sharaa assumiu a liderança interina após a queda do regime da família Assad.

Fonte: Reuters / CNN Brasil
