Alexandre de Moraes autoriza busca por armas na casa de Bolsonaro; decisão foi tomada antes de manifestação da PGR
Mandado foi expedido pelo ministro do STF após divergências sobre a localização de armamentos registrados em nome do ex-presidente; Procuradoria-Geral da República ainda não havia sido consultada sobre a nova diligência.
09/07/2026 09:49
Por Prime Diário
09 de julho de 2026 – 09h45
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para localizar armas de fogo registradas em seu nome.

A decisão foi tomada diante de inconsistências identificadas pelo magistrado entre a quantidade de armamentos registrados e aqueles efetivamente entregues às autoridades, conforme determinado anteriormente pelo STF. Segundo Moraes, as informações apresentadas pela defesa não comprovaram de forma suficiente o paradeiro de todos os equipamentos, justificando a realização da diligência.
De acordo com a decisão, a medida foi adotada antes de uma nova manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a necessidade da busca. Em despacho anterior, a PGR havia entendido que ainda seriam necessários mais elementos para avaliar eventual descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar.
A operação foi realizada pela Polícia Federal na manhã de quarta-feira (8). Os agentes fizeram uma varredura no imóvel em busca de armas, munições e documentos relacionados ao registro dos armamentos. Ao término da ação, nenhuma nova arma foi localizada na residência.
Segundo Alexandre de Moraes, a divergência entre os registros oficiais e as informações apresentadas pela defesa tornou necessária a adoção da medida para assegurar o cumprimento integral da ordem judicial que determinou a entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro.
O episódio está relacionado à decisão anterior do ministro que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar, mas determinou a revogação de seu registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), do porte de arma e a entrega de todos os armamentos registrados em seu nome à Polícia Federal. A medida foi adotada após uma pistola pertencente ao ex-presidente ter sido encontrada com um de seus seguranças.
A defesa do ex-presidente informou anteriormente que parte das armas já havia sido entregue às autoridades e sustentou que uma das armas citadas nos registros nunca chegou efetivamente à posse de Bolsonaro. O STF continuará analisando os desdobramentos do caso à medida que novos elementos forem apresentados.

Fontes: Agência Brasil, CNN Brasil, UOL e Band News.