cover
Tocando Agora:

Justiça manda soltar dois investigados por morte de jovem durante salto de rope jump em SP

Subtítulo: Polícia Civil pediu a revogação das prisões temporárias após concluir que não havia provas suficientes para indiciar os investigados; Ministério Público concordou com a medida.

Justiça manda soltar dois investigados por morte de jovem durante salto de rope jump em SP
Por Anderson Martins, CC BY-SA 3.0. (Foto: Wikimedia Commons)

Prime Rádio - A Justiça de São Paulo determinou a soltura de dois homens investigados no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado em Limeira, no interior paulista.




A decisão foi proferida pela juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, após a Polícia Civil solicitar a revogação das prisões temporárias de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente ao pedido.


Os dois haviam sido presos em 20 de junho, uma semana após a morte da jovem, ocorrida em 13 de junho.


Segundo a investigação, João Antonio era suspeito de ter ocultado a câmera que estava acoplada ao braço da vítima durante o salto. No entanto, a Polícia Civil informou que não encontrou elementos suficientes para indiciá-lo por esse fato.


Já Gabriel Barros era apontado como integrante eventual da equipe responsável pela atividade de rope jump. Conforme a investigação, ele atuava na etapa conhecida como "debreagem", procedimento em que a corda passa a sustentar o praticante após a queda livre. A polícia concluiu que ele não tinha condições de visualizar uma eventual ausência da corda de segurança na vítima no momento do salto, razão pela qual também não reuniu provas suficientes para o seu indiciamento.


Na decisão, a magistrada destacou que a própria autoridade policial responsável pelo inquérito afirmou que a manutenção das prisões já não era necessária para o andamento das investigações. A manifestação favorável do Ministério Público também foi considerada como um dos fundamentos para a revogação das prisões temporárias.


O caso segue sob investigação. Outros suspeitos permanecem presos, entre eles instrutores responsáveis diretamente pela execução do salto, que são investigados por suposta participação na morte de Maria Eduarda.


A jovem morreu após ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto sem estar conectada ao equipamento de segurança. O episódio ganhou repercussão nacional e motivou uma série de diligências da Polícia Civil para apurar as circunstâncias da tragédia e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.



Fontes utilizadas: Terra / UOL / Estadão