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Missionário norte-americano e esposa são presos após morte de menino de 3 anos no RS; polícia aponta histórico de violência contra os filhos

Segundo a Polícia Civil, casal utilizava castigos físicos como forma de disciplina e alegou que práticas eram influenciadas por aspectos culturais e religiosos; investigação apura o caso.

Missionário norte-americano e esposa são presos após morte de menino de 3 anos no RS; polícia aponta histórico de violência contra os filhos
Prime Rádio - com auxílio da I.A

Prime Rádio - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu um missionário norte-americano, de 33 anos, e sua esposa após a morte do filho do casal, um menino de 3 anos, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A criança morreu depois de permanecer internada em estado gravíssimo em decorrência das agressões sofridas dentro da residência da família.



De acordo com a investigação, o pai confessou ter agredido o menino e afirmou, em depoimento, que a violência ocorreu porque a criança não lhe deu "bom dia". Segundo a Polícia Civil, ele relatou ter desferido socos no tórax e no abdômen do filho, além de bater a cabeça da criança contra o chão.

O menino foi socorrido e encaminhado inicialmente a uma unidade de saúde em Viamão. Em razão da gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde morreu dias depois. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, a criança apresentava múltiplas lesões compatíveis com agressões severas.

Durante as investigações, a Polícia Civil informou ter identificado indícios de que os demais filhos do casal também eram submetidos a violência física como método de disciplina. Segundo a delegada responsável pelo caso, os investigados afirmaram que utilizavam esse tipo de punição por entenderem que a prática era compatível com sua cultura e crenças religiosas. A polícia ressalta, no entanto, que essa alegação foi apresentada pelos suspeitos e não constitui justificativa legal para os atos investigados.

Inicialmente preso em flagrante, o pai teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. A mãe também foi presa preventivamente durante o andamento das investigações. A Polícia Civil apura sua eventual participação e possível omissão diante das agressões, além de investigar o contexto de violência familiar envolvendo os demais filhos do casal.

Conforme a investigação, a família vive no Brasil há cerca de nove anos e estava instalada em Viamão havia aproximadamente seis meses. Os outros filhos foram acolhidos e permanecem sob acompanhamento da rede de proteção à infância, enquanto o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.


Fontes consultadas: CNN Brasil / Rádio Itatiaia / UOL Notícias/Estadão