Motta afirma que investigação contra Valdemar busca "criminalizar a política", após bloqueio de R$ 119 milhões determinado por Flávio Dino
Presidente da Câmara critica decisão do STF, enquanto investigação da Polícia Federal apura suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares por parte do presidente nacional do PL.
11/07/2026 13:27
| Atualizado há 1 hora atrás
Prime Rádio - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a investigação envolvendo o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, representa uma tentativa de "criminalizar a política". A declaração foi feita após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF).

A decisão de Flávio Dino integra um desdobramento da Operação Transparência, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Segundo a investigação, Valdemar Costa Neto, embora não exerça mandato parlamentar, teria atuado na indicação de recursos públicos por meio de servidores da Câmara dos Deputados. A PF afirma que mensagens e planilhas apreendidas indicam uma suposta atuação no redirecionamento de verbas públicas.
De acordo com a decisão, foram identificadas 21 emendas parlamentares atribuídas a Valdemar, totalizando aproximadamente R$ 119 milhões. O bloqueio patrimonial foi determinado para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso haja futura condenação. Além da indisponibilidade dos bens, o ministro também suspendeu a execução dessas emendas.
Ao comentar o caso, Hugo Motta criticou o avanço das investigações sobre lideranças partidárias e afirmou que a medida representa uma tentativa de criminalizar a atividade política. A manifestação ocorre em meio ao debate sobre os limites da atuação de dirigentes partidários na indicação e articulação de recursos públicos.
Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto afirmou que recebeu a decisão com surpresa e sustentou que as medidas cautelares foram fundamentadas em "premissas frágeis e inferências subjetivas". Os advogados negam qualquer prática criminosa e informaram que irão recorrer da decisão no STF.
Até o momento, a investigação permanece em andamento. Não há condenação contra Valdemar Costa Neto, e o caso segue sob análise das autoridades competentes.

Fontes consultadas: Agência Brasil / Exame / Itatiaia
