Trump afirma ter deixado ordem para ataque ao Irã caso seja assassinado; decisão ficaria a cargo de vice-presidente
Presidente dos Estados Unidos diz que militares receberam instruções para reagir a eventual atentado atribuído ao governo iraniano e afirma que "mil mísseis" estariam preparados para uma resposta
11/07/2026 18:50
Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10), em publicação na rede social Truth Social, que determinou previamente uma resposta militar contra o Irã caso venha a ser assassinado em uma ação atribuída ao governo iraniano. Segundo o presidente, a decisão de executar a ordem caberia ao vice-presidente, J.D. Vance, caso ele não esteja em condições de exercer o cargo.

Na publicação, Trump declarou que "mil mísseis estão prontos e apontados para a República Islâmica do Irã", acrescentando que milhares de outros poderiam ser lançados em seguida caso, segundo ele, o governo iraniano concretize ou tente concretizar uma ameaça contra sua vida. O presidente também afirmou que as ordens já teriam sido transmitidas às Forças Armadas dos Estados Unidos.
De acordo com Trump, a autorização para a resposta militar permaneceria válida por um período inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação. Em sua mensagem, o presidente afirmou que a operação teria como objetivo destruir alvos em território iraniano caso ocorra um atentado contra ele.
As declarações ocorrem em meio à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, que se intensificaram nos últimos meses após confrontos militares e sucessivas ameaças entre os dois países. Até o momento, não havia confirmação independente de que exista um plano iminente para assassinar o presidente norte-americano, nem manifestação oficial do governo iraniano em resposta à publicação de Trump.
A fala do presidente norte-americano repercutiu internacionalmente por elevar o tom da retórica entre Washington e Teerã, em um cenário marcado por negociações diplomáticas intercaladas com episódios de escalada militar.

Fontes consultadas: Reuters / EFE
