14 de julho de 2026 | 09h45 Caminhoneiros mantêm pressão sobre o Senado pela aprovação da MP do Frete
Categoria cobra votação da medida antes do prazo final de validade e alerta para possibilidade de ampliação das mobilizações caso o texto não seja apreciado.
14/07/2026 09:36
Por Prime Diário
Caminhoneiros autônomos e entidades representativas da categoria seguem mobilizados em Brasília e em diferentes regiões do país para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. A proposta precisa ser analisada até o dia 16 de julho para não perder a validade.
A medida provisória foi editada pelo governo federal em março deste ano com o objetivo de fortalecer os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. Durante a tramitação na comissão mista e na Câmara dos Deputados, o texto recebeu alterações, passando também a prever a criação de um piso salarial nacional para motoristas de longa distância e a inclusão de outros dispositivos relacionados ao setor.

Representantes dos caminhoneiros afirmam que a aprovação da proposta é considerada prioridade pela categoria. Segundo lideranças do movimento, caso a matéria não seja votada dentro do prazo constitucional, novas mobilizações e paralisações poderão ser ampliadas em diversas regiões do país.
Nos últimos dias, grupos de caminhoneiros concentraram manifestações, especialmente na Baixada Santista, orientando motoristas autônomos a restringirem a realização de novos fretes destinados ao Porto de Santos como forma de pressionar o Senado pela inclusão da matéria na pauta de votação.
O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda deliberação do Plenário do Senado. Se não for apreciado até o prazo limite, a medida provisória perderá sua eficácia, mantendo as regras atualmente em vigor para o setor.
O governo federal informou que mantém diálogo com representantes da categoria e trabalha para viabilizar a votação da proposta antes do encerramento do prazo legal.

Fonte: Agência Senado, CNN Brasil, UOL Economia e Jornal do Commercio.