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Negócios de fachada ocultavam esquema de fraudes fiscais de ICMS em São Paulo, apontam investigações

Operações revelam utilização de empresas de fachada ligadas a grupo empresarial para mascarar irregularidades tributárias milionárias

Negócios de fachada ocultavam esquema de fraudes fiscais de ICMS em São Paulo, apontam investigações
Negócios de fachada ocultavam esquema de fraudes fiscais de ICMS em São Paulo, apontam investigações (Foto: Reprodução)

Por Prime Diário


15 de julho de 2026 – 00h35


Investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, identificaram a utilização de empresas de fachada em um esquema que teria sido empregado para ocultar fraudes fiscais relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).




Segundo as autoridades, os negócios eram vinculados a integrantes de um grupo empresarial ligado ao advogado Nelson Willians e teriam sido utilizados para a prática de crimes tributários, incluindo a simulação de operações comerciais e a ocultação de movimentações financeiras destinadas a reduzir ou evitar o recolhimento do imposto estadual.


As investigações apontam que empresas sem atividade econômica compatível eram utilizadas como intermediárias em operações fiscais. A estrutura teria permitido a emissão de documentos fiscais considerados irregulares, dificultando a identificação dos reais beneficiários das transações e causando prejuízos aos cofres públicos.


Os órgãos responsáveis pelo caso cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, além da coleta de documentos e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia. O material apreendido deverá auxiliar na apuração da extensão do esquema e na identificação de eventuais outros envolvidos.


De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades paulistas, a investigação também busca esclarecer a participação individual de cada integrante do grupo empresarial e verificar se houve a utilização de estruturas societárias criadas especificamente para ocultar patrimônio e movimentações financeiras vinculadas às supostas fraudes tributárias.


Até o momento, não há informação sobre condenações judiciais definitivas relacionadas aos fatos investigados. Os envolvidos têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante a tramitação dos procedimentos administrativos e judiciais eventualmente instaurados.


As apurações continuam em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme a análise dos documentos recolhidos pelas equipes responsáveis pela operação.