Negócios de fachada ocultavam esquema de fraudes fiscais de ICMS em São Paulo, apontam investigações
Operações revelam utilização de empresas de fachada ligadas a grupo empresarial para mascarar irregularidades tributárias milionárias
15/07/2026 09:32
Negócios de fachada ocultavam esquema de fraudes fiscais de ICMS em São Paulo, apontam investigações (Foto: Reprodução)
Por Prime Diário
15 de julho de 2026 – 00h35
Investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, identificaram a utilização de empresas de fachada em um esquema que teria sido empregado para ocultar fraudes fiscais relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo as autoridades, os negócios eram vinculados a integrantes de um grupo empresarial ligado ao advogado Nelson Willians e teriam sido utilizados para a prática de crimes tributários, incluindo a simulação de operações comerciais e a ocultação de movimentações financeiras destinadas a reduzir ou evitar o recolhimento do imposto estadual.
As investigações apontam que empresas sem atividade econômica compatível eram utilizadas como intermediárias em operações fiscais. A estrutura teria permitido a emissão de documentos fiscais considerados irregulares, dificultando a identificação dos reais beneficiários das transações e causando prejuízos aos cofres públicos.
Os órgãos responsáveis pelo caso cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, além da coleta de documentos e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia. O material apreendido deverá auxiliar na apuração da extensão do esquema e na identificação de eventuais outros envolvidos.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades paulistas, a investigação também busca esclarecer a participação individual de cada integrante do grupo empresarial e verificar se houve a utilização de estruturas societárias criadas especificamente para ocultar patrimônio e movimentações financeiras vinculadas às supostas fraudes tributárias.
Até o momento, não há informação sobre condenações judiciais definitivas relacionadas aos fatos investigados. Os envolvidos têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante a tramitação dos procedimentos administrativos e judiciais eventualmente instaurados.
As apurações continuam em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme a análise dos documentos recolhidos pelas equipes responsáveis pela operação.