Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação por suposta calúnia contra Lula
Defesa do senador solicitou nova data para a oitiva após a Polícia Federal informar ao STF que não houve definição do depoimento dentro do prazo inicialmente estabelecido
16/07/2026 14:20
Por Prime Rádio - A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para que o parlamentar preste depoimento no inquérito que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi apresentado após a Polícia Federal (PF) informar ao Supremo que a defesa do senador não definiu uma data para a realização da oitiva dentro do prazo estabelecido pela decisão judicial. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o requerimento e decidir se concede ou não um novo prazo para o depoimento.
O caso tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano. Na postagem, o senador associou o presidente Lula a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações criminosas, em referência à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas.
Em junho, a Polícia Federal concluiu o relatório da investigação apontando haver elementos para o enquadramento do senador no crime de calúnia. O documento foi encaminhado ao STF, que remeteu os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Posteriormente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a realização do depoimento de Flávio Bolsonaro, destacando que a oitiva é relevante inclusive pela possibilidade de eventual retratação prevista na legislação penal, hipótese que pode afastar a aplicação de pena, caso preenchidos os requisitos legais.
Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal colhesse o depoimento do senador no prazo de dez dias. Com o novo pedido apresentado pela defesa, a definição sobre a data da oitiva dependerá de nova decisão do relator do caso no STF.

Fontes consultadas: Agência Brasil / O Globo
