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Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação por suposta calúnia contra Lula

Defesa do senador solicitou nova data para a oitiva após a Polícia Federal informar ao STF que não houve definição do depoimento dentro do prazo inicialmente estabelecido

Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação por suposta calúnia contra Lula
Flávio Bolsonaro participa de evento da CNI, em Brasília — Foto: Cristiano Mariz

Por Prime Rádio - A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para que o parlamentar preste depoimento no inquérito que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



O pedido foi apresentado após a Polícia Federal (PF) informar ao Supremo que a defesa do senador não definiu uma data para a realização da oitiva dentro do prazo estabelecido pela decisão judicial. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o requerimento e decidir se concede ou não um novo prazo para o depoimento.

O caso tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano. Na postagem, o senador associou o presidente Lula a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações criminosas, em referência à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas.

Em junho, a Polícia Federal concluiu o relatório da investigação apontando haver elementos para o enquadramento do senador no crime de calúnia. O documento foi encaminhado ao STF, que remeteu os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Posteriormente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a realização do depoimento de Flávio Bolsonaro, destacando que a oitiva é relevante inclusive pela possibilidade de eventual retratação prevista na legislação penal, hipótese que pode afastar a aplicação de pena, caso preenchidos os requisitos legais.

Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal colhesse o depoimento do senador no prazo de dez dias. Com o novo pedido apresentado pela defesa, a definição sobre a data da oitiva dependerá de nova decisão do relator do caso no STF.


Fontes consultadas: Agência Brasil / O Globo