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Federação PP-União tende a adotar neutralidade no Rio e pode alterar cenário da disputa pelo governo estadual

Movimentação acompanha discussão da direção nacional da federação e pode deixar o PL politicamente isolado no estado, enquanto amplia as possibilidades de articulação do PSD de Eduardo Paes.

Federação PP-União tende a adotar neutralidade no Rio e pode alterar cenário da disputa pelo governo estadual
Márcio Canella, à esquerda, e Rogério Lisboa, à direita, foram anunciados em fevereiro como representantes de União e PP na chapa do PL — Foto: Reprodução/Instagram/Márcio Canella

Por Prime Rádio - A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), caminha para adotar uma posição de neutralidade na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. A tendência acompanha as discussões da direção nacional da federação e, caso seja confirmada, poderá modificar o cenário das alianças políticas no estado.



Até então, o PP integrava a chapa do pré-candidato do PL, Douglas Ruas, tendo o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) como candidato a vice-governador. No entanto, a possibilidade de neutralidade enfraquece a manutenção desse acordo e pode reduzir a base de apoio do Partido Liberal na disputa estadual.

A movimentação ganhou força após uma reunião realizada no último domingo entre Rogério Lisboa, o presidente estadual do PP e representantes do PSD. O encontro foi interpretado nos bastidores políticos como mais um sinal de aproximação entre integrantes do Progressistas e o grupo político ligado ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que também é pré-candidato ao governo fluminense.

Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, lideranças da Federação União Progressista avaliam que uma posição de neutralidade em âmbito nacional oferece maior flexibilidade para acordos regionais e evita desgastes internos entre diferentes correntes políticas da legenda. A decisão, entretanto, ainda depende das definições da cúpula partidária.

Caso a neutralidade seja oficializada, o PL poderá enfrentar maior dificuldade para manter a composição originalmente anunciada com a federação, enquanto o PSD tende a ampliar seu espaço de negociação com lideranças municipais e estaduais. Apesar das articulações em curso, nenhuma mudança foi oficialmente confirmada pelas direções estaduais dos partidos envolvidos.


Fontes consultadas: UOL / Estadão / Exame / SBT News