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Presidente do PT afirma que Jaques Wagner é "motivo de orgulho" após operação da PF

Edinho Silva manifestou apoio ao senador baiano, alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master

Presidente do PT afirma que Jaques Wagner é "motivo de orgulho" após operação da PF
Jaques Wagner e Edinho Silva — Foto: Givaldo Barbosa

Por Prime Rádio - O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) após o parlamentar ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.



Em nota divulgada à imprensa, Edinho afirmou que Wagner é um "motivo de orgulho" para o partido e reiterou a confiança na conduta do senador. Segundo o dirigente petista, o partido apoia a apuração dos fatos e acredita que Wagner terá condições de esclarecer as suspeitas levantadas pela investigação.

A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro ligados ao Banco Master. Na decisão que autorizou as medidas cautelares, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu elementos apresentados pela Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre a possível atuação de agentes públicos e empresários.

De acordo com a investigação, Jaques Wagner é suspeito de ter recebido vantagens econômicas indevidas relacionadas ao esquema investigado. Entre os elementos analisados pela PF estão a aquisição de um imóvel e outros supostos benefícios patrimoniais. O senador nega qualquer irregularidade e afirma estar "absolutamente tranquilo" em relação às apurações. Wagner também destacou que, até o momento, não é réu nem foi condenado, ressaltando que responderá aos questionamentos das autoridades.

A operação teve repercussão política por atingir o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. O caso ocorre em um momento de atenção para o Palácio do Planalto, já que Jaques Wagner ocupa uma das principais funções de articulação política do governo no Congresso Nacional.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal afirma que busca esclarecer a participação dos envolvidos e reunir novos elementos para subsidiar o inquérito. Até o momento, não há decisão judicial de mérito sobre as acusações.


Fontes consultadas: Agência Brasil / UOL / Folha de S.Paulo / CNN Brasil